O falecimento do ex-deputado e ex-secretário da Educação de Itanhém, Álvaro Pinheiro dos Santos, foi anunciado na cidade de Itanhém seis dias depois de sua morte.
Sob nenhum ângulo que se queira ver, essa atitude da família – ou de quem quer que seja – não deve ser aceito pelo povo itanheense, especialmente pelos correligionários, amigos mais próximos e admiradores do político.
Ele era engenheiro eletricista, nasceu em Itanhém no dia 13 de dezembro de 1959, estudou nos grupos escolares Simplício Binas, Plínio Curvelo e Hildérico Pinheiro, antes de ir para Vitória, capital do Espírito Santo, cursar no Colégio Martin Lutero, o que na atualidade chamamos de ensino médio. Foi lá em Vitória também, na Universidade Federal do Espírito Santo, que Álvaro estudou engenharia elétrica.
Sua vida política sempre teve a cidade de Itanhém como referência. Por inúmeras vezes ele fez uso de palanques e foi às casas dos moradores para pedir apoio da população e, na qualidade de grande articulador político, foi protagonista nas eleições do pai Neco Batista, para prefeito em duas ocasiões, e da irmã Zulma Pinheiro, prefeita anterior do município.
Álvaro também contou com o apoio do povo itanheense em várias eleições estaduais e federais e foi graças também a esse povo que ele ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia no quadriênio 1991-1995.
Álvaro morreu no dia 24 de junho – e não no dia 30 como foi anunciado em Itanhém – no Hospital Meridional de Cariacica, às 2h40min. Esse hospital é particular e em seu site diz que ele é referência em alta complexidade no Espírito Santo em cardiologia, neurologia, oncologia e transplante. Ele aguardava exatamente um transplante de fígado. Veja vídeos aqui.
O corpo de Álvaro Pinheiro foi cremado no mesmo dia de sua morte, apenas 14 horas depois, no Cemitério e Crematório Parque da Paz, em Vila Velha, no Espírito Santo. Eu estive no crematório, onde a direção informou que as cinzas dele não ficaram naquele lugar.
Fui primeiramente a Vitória porque uma fonte ligada à família havia garantido que a morte de Álvaro Pinheiro teria sido registrada em um cartório da capital capixaba. De lá, me desloquei para Cariacica e Vila Velha.
Foi assim que descobri que a população de Itanhém havia sido enganada. Como também foi enganado o Poder Executivo e o Poder Legislativo: o prefeito Mildson Medeiros e o presidente da Câmara, Luiz Marcos Vilas Boas, o Marquinhos, haviam decretado luto oficial de três dias pela morte de Álvaro Pinheiro.
A secretária da Educação, Normélia Alquelina, na ocasião, suspendeu as aulas da rede municipal de ensino e a Assembleia Legislativa da Bahia publicou em seu site que o ex-deputado havia morrido no dia 30 de junho de 2022 quando, na verdade, ele morreu seis dias antes. Isto é, quando a população de Itanhém foi informada do falecimento, já fazia 6 dias que Álvaro Pinheiro estava morto.
E, agora que está morto, podemos elogiá-lo à vontade, parodiando o mestre Machado de Assis.
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Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro