No final do dia 30 de junho a cidade de Itanhém recebeu a informação de que o ex-deputado estadual pela Bahia e ex-secretário da Educação do município de Itanhém, Álvaro Pinheiro dos Santos, havia falecido. Amigos e correligionários políticos já postavam mensagens de condolências nas redes sociais quando o diretor da emissora de rádio de propriedade de Álvaro Pinheiro, Silas Gama, desmentiu o ocorrido.
Logo depois, a morte foi confirmada nas redes sociais pelo diretor de Esportes da Prefeitura de Itanhém, na gestão de Zulma Pinheiro, Doriedson Pereira da Cruz, que é amigo da família.
"Gente, boa noite. Infelizmente Álvaro faleceu, sim. Verdade absoluta!", disse.
Sem nenhuma declaração contrária da família, especialmente dos irmãos Zulma Pinheiro, que é ex-prefeita da cidade, e Newton Pinheiro, que ocupou cargos de secretário e presidente da Câmara Municipal, acreditou-se que, de fato, o ex-deputado havia morrido mesmo naquela data.
O prefeito Mildson Medeiros e o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Marcos Villas Boas, o Marquinhos, decretaram luto oficial de três dias pela morte do ex-deputado e a secretária da Educação, Normélia Alquelina, suspendeu as aulas da rede municipal de ensino.
O site da Assembleia Legislativa da Bahia fez constar o dia 30 de junho de 2022 como a data da morte do ex-deputado.
E aí, naturalmente e à boca pequena, surgiram questionamentos.
Por qual razão o corpo de Álvaro Pinheiro, uma figura pública que já havia representado a Bahia na Assembleia Legislativa, não foi velado no Ginásio de Esportes, como havia sido velado recentemente o corpo do pai dele, o ex-prefeito Manoel Batista dos Santos?
Em caso de haver um pedido específico de Álvaro para que seu corpo não fosse trazido para Itanhém, por que um político não se permitiria ser velado na cidade onde nasceu para dar aos seus milhares de admiradores a oportunidade do último adeus?
Sem outra opção de informação segura, porque havia sido bloqueada no WhatsApp de Magno Pinheiro e Newton Pinheiro, que são irmãos do falecido, a reportagem do Água Preta News foi a Vitória. Uma fonte ligada à família havia garantido que a morte de Álvaro Pinheiro teria sido registrada em um cartório da capital do Espírito Santo.
De lá, a reportagem precisou se deslocar para Cariacica e Vila Velha. Essas cidades fazem parte da região metropolitana da Grande Vitória.
Álvaro morreu no dia 24 de junho – e não dia 30 – no Hospital Meridional de Cariacica, às 2h40. Essa unidade de saúde é particular e em seu site diz que é referência em alta complexidade no Espírito Santo em cardiologia, neurologia, oncologia e transplante.
O corpo de Álvaro Pinheiro foi cremado no mesmo dia de sua morte, 14 horas depois, no Cemitério e Crematório Parque da Paz, em Vila Velha. A reportagem esteve no crematório, onde a direção informou que as cinzas de Álvaro Pinheiro não ficaram no Parque da Paz.
Sem filhos, Álvaro Pinheiro, aos 62 anos, deixou testamento, a que ainda o Água Preta News não teve acesso e bens a inventariar.
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Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro
Créditos (Imagem de capa): Fotos e vídeos: Edelvânio Pinheiro