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“O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré”, de Edelvânio Pinheiro, ganha resenha zarfeguiana

A vida do cãozinho caramelo não era nada fácil, muito pelo contrário

“O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré”, de Edelvânio Pinheiro, ganha resenha zarfeguiana
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Com a obra “O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré”, Edelvânio Pinheiro entra para o clube dos autores de literatura infantil e infantojuvenil do extremo sul baiano. Do qual fazem parte nomes como Enelita Freitas, com a saga de Marita; Fabiana Pinto, com as aventuras de Pérola e sua turma; Maurício de Novais, com personagens interessantes como Alice, Pablo, Zezão e Palito.

Mas é com Katrine Carvalho que Edelvânio Pinheiro mantém maior proximidade estilística, já que ambos escolheram cachorros para protagonizar suas histórias. Fred, o labrador amarelo, no caso de Katrine. E um vira-lata anônimo, no caso de Edelvânio.

Mas as semelhanças param por aí. Porque, ainda que lancem mão da fábula como estratégia narrativa, Katrine e Edelvânio tratam de temas diferentes e até opostos nos dois livros em questão, oscilando entre vida/morte, alegria/tristeza e comédia/tragédia.

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Em Katrine, os leitores conhecem Fred, que um belo dia deixa o canil após ser adotado por uma família de humanos. A partir dali, o labrador amarelo receberá o carinho de Carlinha, que não medirá esforços para agradar ao novo amiguinho: passeios pela cidade, brincadeiras de bola e até, pasmem, bolo de aniversário. Enfim, um vidão para matar cachorro de inveja.

Já em “O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré” (Editora Flamingo, 2021), a vida do protagonista está longe de ser uma maravilha. Ele leva uma vida canina mesmo. Literalmente. Pensem num coitado de quatro patas largado pelas ruas e avenidas de uma cidadezinha qualquer do interior do país. Nesse caso, a cidadezinha se chama Jaguaré e, por ironia do destino, fica situada no Estado do Espírito Santo!

A vida do cãozinho caramelo não era nada fácil, muito pelo contrário. Sobreviver para ele era uma temeridade que, dia após dia, significava comer restos de comida, revirar lixos e – o pior de tudo – enfrentar as agressões e os maus-tratos das pessoas. Claro que, às vezes, aparecia alguém de bom coração que lhe atirava migalhas de pizza ou nacos de cachorro-quente (pois é) deliciosos.

Apesar das dificuldades da rua (quem disse que vida de bicho não tem espaço para a fantasia?), o cachorro cor de caramelo se permitia sonhar com maravilhas: um prato repleto de ração, um canil para chamar de seu e a proteção de uma família bem legal e generosa. Mas nada é tão ruim que não possa piorar, não é mesmo?

Pois bem, na noite capixaba de 12 de outubro de 2020 se deu o encontro fatídico entre o cachorro cor de caramelo e seu algoz bipolar... Em pleno Dia da Criança, a vida resolveu imitar a fábula ou terá sido o contrário?

Para o cãozinho, à primeira vista, o encontro com Manoel Batista dos Santos Júnior poderia significar a tão sonhada adoção ou, pelo menos, o início de uma amizade entre o animal carente e o jovem apessoado. Enfim, uma nova vida para o pet da cor de caramelo.

Para o Mané, contudo, o encontro não se lhe apresentou nada amistoso. Não rolou empatia, sequer simpatia. Ele apenas viu diante de si um cachorro de rua, abandonado, faminto e aparentemente doente, que deveria ser sacrificado. Não resgatado, socorrido ou adotado.

O saldo desse crime hediondo conhecemos em detalhes porque foi parar nas seções policiais dos diários, sites e telejornais. A saber: a prisão do famigerado agressor e a morte prematura do cão inocente. A vitória da decepção sobre a esperança.

O fim trágico do cachorro poderia ter virado roteiro para um filme de terror ou conto de suspense à maneira de Poe. Ainda bem que acabou inspirando este ótimo “O cachorro cor de caramelo...”, de Edelvânio Pinheiro.

Eu os convido, leitores, a que leiam esta obra e se emocionem à vontade. Aproveitem também para curtir as ilustrações incríveis de Paulo Alaor e o acabamento primoroso da Editora Flamingo. Para português nenhum botar defeito.

Almir Zarfeg é poeta, jornalista e ficcionista. É presidente de honra da Academia Teixeirense de Letras (ATL)

COMPRE o livro aqui.

Fonte/Créditos: Por Almir Zarfeg

Créditos (Imagem de capa): Almir Zarfeg com o livro "O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré". Foto: Emanuelle Ferraz

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O Água Preta News começou a operar, oficialmente, em 30 de agosto de 2016. A data – dia e mês – é a mesma do aniversário do poeta e jornalista Almir Zarfeg, cuja obra poética de estreia, “Água Preta”, deu nome ao site de notícias e entretenimento.

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