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Segunda-feira, 08 de Dezembro 2025

POLÍTICA

Magno Pinheiro precisou dizer que é filho de Neco Batista durante entrevista porque estranhos têm mesmo que se apresentar

Durante a entrevista, Magno Pinheiro aparentemente evitou que o radialista lhe perguntasse se ele tinha planos de se candidatar à prefeitura de Itanhém.

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Por Água Preta News
Magno Pinheiro precisou dizer que é filho de Neco Batista durante entrevista porque estranhos têm mesmo que se apresentar
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As falas de Magno Pinheiro na entrevista, concedida por sua própria iniciativa no último dia 11, na rádio de sua família, merecem ser transcritas, impressas e afixadas em um quadro na galeria dos mentirosos da política de Itanhém. As razões pelas quais considero importante imortalizar essa entrevista partem da necessidade de proteger meu cérebro contra mais uma afronta perpetrada pelo grupo político de sua irmã, Zulma Pinheiro, que ocupou o cargo de prefeita de Itanhém no período de 2017 a 2020, após enfrentar duas derrotas consecutivas para o ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi, com margens de votos expressivamente desfavoráveis. Subsequentemente, Zulma foi eleita derrotando Mildson Medeiros por uma margem de apenas 664 votos. Na eleição seguinte, quando tentava a reeleição, foi derrotada pelo atual prefeito Mildson, com uma histórica diferença de 3.481 votos.

Antes de continuar, considerando que se trata de uma cidade pequena, habitada por pessoas humildes, suscetíveis à influência de uma figura de destaque, devo ressaltar que, embora Magno Pinheiro seja bastante reconhecido na região como dentista, em nenhum momento, em meus escritos, ele será tratado com o título de "doutor". Isso ocorre porque o uso desse título pode conferir a ele uma influência desproporcional, especialmente em relação a indivíduos que, como ele, apesar de serem respeitados por seu profissionalismo, também são conhecidos por sua arrogância, particularmente quando se trata de questões de poder.

Durante a entrevista, Magno Pinheiro aparentemente evitou que o radialista lhe perguntasse se ele tinha planos de se candidatar à prefeitura de Itanhém, uma estratégia bem conhecida na comunicação política. Em vez disso, as perguntas eram abertas, dando-lhe a oportunidade apenas de mencionar, neste primeiro momento, que sua família estaria envolvida no processo eleitoral do próximo ano. No entanto, é importante observar que qualquer entrevistador, independentemente de sua experiência, teria questionado se Magno estava considerando uma candidatura e, caso a resposta fosse negativa, teria explorado outras questões esclarecedoras, como se algum membro de sua família estava cogitando uma candidatura. Se a resposta continuasse sendo negativa, uma pergunta crucial seria quem a família estaria apoiando para o cargo de prefeito de Itanhém.

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Essa falta de transparência sempre foi característica do grupo político que já foi influente em Itanhém, quando o patriarca Neco Batista ocupou a prefeitura da cidade por dois mandatos e quando Álvaro Pinheiro teve um mandato meteórico como deputado, não devido ao brilhantismo, mas sim à rapidez com que ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, sem deixar um impacto significativo.

Além disso, é importante destacar que esse mesmo grupo político ocultou a data da morte de seu próprio irmão, impedindo amigos, correligionários e admiradores de prestar suas últimas homenagens a Álvaro Pinheiro. Na época, foi necessário investigar em Vitória, Vila Velha e Cariacica para descobrir que, quando a família finalmente anunciou a morte do ex-deputado, já havia se passado seis dias desde o falecimento, sem contar que o corpo dele foi cremado no mesmo dia, apenas 14 horas após sua morte. O Executivo e o Legislativo de Itanhém também foram enganados, emitindo decretos de luto oficial com a data errada. O site da Assembleia Legislativa também divulgou informações incorretas.

Além disso, após a publicação do meu sétimo livro, "O Oitavo Filho" (Clube dos Autores - 2023), tornou-se público que até o filho mais novo de Neco Batista foi mantido em segredo pela família, a fim de evitar a divulgação de um relacionamento extraconjugal de Neco com uma ex-funcionária. Isso foi feito na tentativa de manter a fachada de uma família católica que sempre se autoproclamou exemplar.

Na abertura da entrevista, Magno Pinheiro se apresentou como filho de Neco Batista e Dona Francisco, demonstrando sinceridade. Digo sinceridade porque quando se trata de ações benéficas para Itanhém ele é, de fato, um estranho, que precisa se apresentar numa entrevista que vai dar à sua própria emissora. Ele praticamente conduziu a entrevista de acordo com sua vontade e, como fez sua irmã, ao não saber que a primeira rua de Itanhém foi asfaltada por seu pai, cometeu erros ao mencionar os períodos em que Neco Batista exerceu os cargos de vereador e prefeito na cidade.

Por enquanto é só isso. Voltaremos em breve a escrever sobre o que posso chamar de a entrevista do engodo político.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Edelvânio Pinheiro
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