A forma como o adolescente John Vieira Lobo, de 14 anos, foi transferido na manhã desta sexta-feira (6) para o Hospital Estadual Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, gerou indignação na mãe, Maria Paixão, e levanta sérias dúvidas quanto ao cumprimento de protocolos básicos de segurança, que aparentam não estar sendo adotados pela Secretaria Municipal de Saúde de Itanhém, atualmente sob a gestão de Bruna Moreira. Mesmo com fraturas no braço e na clavícula, o jovem foi transportado, segundo a mãe, sentado no banco da frente da ambulância, ao lado do motorista, durante o deslocamento realizado na manhã desta sexta-feira (6).
De acordo com a mãe do adolescente, o transporte foi feito em uma ambulância da Prefeitura de Itanhém. Ela informou que não sabe dizer se o filho utilizava cinto de segurança, mas disse ter conhecimento de que, independentemente disso, é considerada irregular e irresponsável a condução de qualquer paciente nessa posição, sobretudo em casos de trauma, fraturas e suspeita de necessidade cirúrgica.
“Na maca, na parte de trás da ambulância, veio um senhorzinho”, disse a mãe, que afirmou ter chamado a atenção dos profissionais para a irregularidade.
John sofreu um acidente de moto e estava internado no Hospital Municipal de Itanhém desde o último dia 2, aguardando vaga em uma unidade de referência regional para atendimento ortopédico especializado. A transferência, inicialmente prevista para o sábado (7), acabou sendo antecipada após a repercussão do caso na imprensa e cobranças nas redes sociais por providências.
Apesar de a remoção para o hospital de referência representar um avanço no atendimento, a maneira como o deslocamento foi realizado contraria protocolos médicos e de segurança, que determinam que pacientes com fraturas devem ser conduzidos deitados, imobilizados e sob monitoramento, a fim de evitar agravamento das lesões, aumento da dor e outras complicações.
O adolescente já deu entrada no Hospital Estadual Costa das Baleias, onde deverá passar por avaliação ortopédica especializada e definição do tratamento adequado. O caso deve ser acompanhado de perto pela família, que espera não apenas a recuperação do jovem, mas também esclarecimentos sobre a conduta adotada durante o transporte.
Créditos (Imagem de capa): Por Edelvânio Pinheiro