A Câmara Municipal de Itanhém foi palco de um episódio lamentável durante a reunião desta segunda-feira (4). O vereador Caboquinho, vice-presidente do Legislativo Municipal e momentaneamente presidente devido à ausência de Renato Correia, ultrapassou todos os limites do respeito ao proferir palavras ofensivas direcionadas à mãe do prefeito, Dona Olga, uma idosa de 83 anos de idade, que é amplamente amada e respeitada pela comunidade itanheense.
Dona Olga é uma figura querida em Itanhém, e sua idade avançada apenas acrescenta ao respeito que merece. Recentemente, ela enfrentou a dolorosa perda de seu esposo, Jonga do Cartório, que também era uma figura muito estimada na cidade. No entanto, em vez de demonstrar empatia e respeito por essa senhora de cabelos brancos, Caboquinho escolheu o caminho da crueldade ao proferir palavras desrespeitosas em relação a ela.
Durante o momento da presidência, sentado na mais importante cadeira da Câmara Municipal, que deveria ser usada para discutir projetos e soluções para a cidade, Caboquinho preferiu usar seu tempo para atacar o prefeito e seus adversários políticos. Ao mencionar Dona Olga, Caboquinho percebeu seu papel ridículo, inoportuno e lamentável e se desculpou, mas suas escusas jamais vão apagar a feiura, a insensatez e a falta de decoro de sua fala.
"Mildson pra ganhar a eleição prometeu, eu ia dizer até a mãe, mas pode dizer, desculpa aí, prometeu tudo", afirmou, tornando ainda mais vergonhosa sua atitude.
O desrespeito do vereador Caboquinho vai além de suas palavras ofensivas a Dona Olga. Depois que anunciou sua pré-candidatura à Prefeitura de Itanhém, ele tem demonstrado um uso inadequado e prejudicial do espaço público destinado à discussão de assuntos de interesse da cidade. Em vez de apresentar projetos construtivos e soluções para os problemas do município, Caboquinho tem optado por disseminar ódio nas reuniões.
Além das palavras ofensivas, Caboquinho também abordou a nomeação de sua esposa como diretora do SAMU e seu irmão como secretário do Desenvolvimento Econômico na gestão do prefeito Mildson Medeiros. Ele alegou que nunca pediu essas nomeações ao prefeito e, de forma desafiadora, disse que sua esposa ocupa a posição de diretora do SAMU devido à sua competência e qualificações. No entanto, ele negligenciou o fato de que o cargo de diretora do SAMU é uma função de confiança, indicada pelo prefeito.
Quanto à nomeação de seu irmão como secretário do Desenvolvimento Econômico, Caboquinho alegou que havia um acordo com o prefeito, mas que esse acordo não foi cumprido. No entanto, as nomeações de parentes de vereadores para cargos públicos, mesmo que haja um acordo, levantam questões de nepotismo e podem prejudicar a credibilidade da administração municipal.
A política deve ser regida por princípios éticos que promovam o bem-estar da comunidade e a transparência nas ações dos representantes eleitos. O desrespeito do vereador Caboquinho a uma senhora idosa como Dona Olga, é um exemplo de como a política pode ser corrompida quando os limites éticos são ultrapassados. A comunidade itanheense merece representantes que trabalhem para o benefício de todos. É hora de lembrar que a política deve ser guiada pelo respeito mútuo, pela ética e pelo compromisso com o desenvolvimento e não pela hostilidade gratuita.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro