Portal de Notícias Água Preta News

Notícias Crônicas

Burro sem máscara é impedido de entrar em supermercado em Itanhém

Mas agora, prestem atenção, o que teria levado um burro a tentar entrar na Mecanon Supermercado?

Burro sem máscara é impedido de entrar em supermercado em Itanhém
Marcello Casal Jr / Agência Brasil
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Vai chegando, freguesia. Vai entrando, clientela.

Aqui para nós, somente os entendidos do ramo sabem a diferença entre freguês e cliente.  O primeiro entra e volta esporadicamente. O segundo vai e volta com frequência.

Mas agora, prestem atenção, o que teria levado um burro a tentar entrar na Mecanon Supermercado em pleno sábado pandêmico do novo coronavírus? Entrar não, invadir o estabelecimento e, ainda por cima, sem máscara!

Se tanto fregueses como clientes são aconselhados a fazer uso da máscara para adentrar as dependências comerciais, como um burrico metido a besta se atreveu a tanto? Será que se trata de um animal negacionista desses que, contrários à ciência, continuam falando mal da vacinação e defendendo o uso da cloroquina por aí?

Ou, não se considerando freguês nem cliente, o quadrúpede se sentiu no direito de invadir o local para comprar um pacote de ração ou, quem sabe, uma pitada de sal mineral?

Nas redes sociais, as pessoas saíram em defesa da alimária: para uns, ela deveria ter sido atendida, do lado de fora, com toda presteza e educação. Porque “Animal também é gente”. Para outros, como o bicho não se encaixa na categoria “bípede implume”, tinha mesmo que ser encarado como uma exceção à regra. “Sem discriminação.”

Como nem tudo são alfafas, teve quem se posicionou contra o equino: “Aqui não, bundão”; “A Mecanon ainda não virou a casa da Mãe Joana”; “Não confunda Vale do Itanhém com Palácio do Planalto”, “Vá pastar em outra freguesia”; “Vade retro!”, e assim por diante.

O cronista – que é conhecedor da tradição local de eleger bichos nos períodos eleitorais – acha que o animal em questão pode ser um candidato disfarçado a um cargo eletivo. Mesmo com as eleições municipais distantes, quem garante que o tal burro não alimenta a pretensão de se candidatar à Assembleia Legislativa ano que vem? Hein!?

A propósito, você eleitor, que já elegeu réptil, bovino, peixe ou ave para administrar a prefeitura, estaria disposto a eleger um asinino dessa vez? Um de direita – já que não faz uso de máscara e álcool em gel em plena pandemia – para a Alba? Pense bem antes de responder.

Mas convenhamos que não seria a primeira vez que elegemos um burro para deputado estadual, prefeito ou vereador. Não é mesmo? Porque de fábula eleitoral nós entendemos como ninguém.

[Crônica de Almir Zarfeg]

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil / NASA / Pedro Ivo de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Comentários:

Veja também

Responderemos assim que possível