No artigo publicado esta semana no Texas Times, um site de notícias com sede em Teixeira de Freitas, o jornalista Érico Cavalcanti faz uma analogia contundente ao comparar ao cuco, o prefeito de Itanhém, Milton Ferreira Guimarães, que responde no mundo político pelo nome de Bentivi.
O cuco é um pássaro conhecido por seu comportamento parasitário e enganoso. A metáfora criada pelo jornalista é tão precisa quanto incômoda, especialmente quando analisamos o comportamento do cuco e os relacionamos com as críticas que sempre foram feitas ao prefeito.
Mestre do engano, o cuco não constrói seu próprio ninho, invade o ninho de outras aves, depositando seus ovos para que outros criem seus filhotes. Essa estratégia, embora eficaz do ponto de vista evolutivo, é vista como traiçoeira e egoísta pelo olhar humano. Da mesma forma, Érico Cavalcanti ao sugeriri que Bentivi deveria ser chamado de "cuco", o prefeito encarnaria essa figura que se beneficia do trabalho alheio sem assumir responsabilidades diretas. A crítica é clara: Bentivi, assim como o cuco, estaria mais interessado em colher os frutos do esforço coletivo do que em contribuir de forma ativa e solidária para o desenvolvimento da comunidade itanheense.
Já o bem-te-vi, pássaro alegre e associado à esperança e aos dias ensolarados, é apresentado como um contraponto ao cuco. Enquanto o bem-te-vi anuncia a chegada de tempos melhores, o cuco representa a ausência de compromisso e a falta de cuidado com o futuro. O jornalista argumenta em seu artigo que o prefeito Milton Guimarães, longe de ser um "bem-te-vi", não traz consigo a promessa de dias melhores. Pelo contrário, sua gestão seria marcada por uma postura distante e pouco colaborativa, sem o envolvimento necessário para garantir o desenvolvimento do município.
A relação entre o comportamento do cuco e a crítica ao prefeito é, portanto, uma metáfora poderosa. O cuco não apenas "rouba" o ninho alheio, mas também abandona suas crias, deixando que outros assumam o trabalho pesado. Da mesma forma, o prefeito Bentivi é acusado de não "alimentar" as necessidades da cidade e de não esforçar-se o suficiente para o seu crescimento e desenvolvimento. A imagem do cuco, solitário e pouco dado a convívios, reforça a ideia de um líder distante, mais preocupado com seus próprios interesses do que com o coletivo.
A analogia proposta por Cavalcanti é uma crítica afiada ao atual gestor de Itanhém. Com perspicácia, o jornalista traduz de forma clara e acessível a dualidade entre o bem-te-vi, que canta a esperança e a alegria, e o cuco, que personifica a decepção e o descaso. Diante dessa metáfora tão precisa, não há como negar que "bem-te-vi" já não cabe mais. A partir de agora, bem que Bentivi poderia ser chamado de 'o prefeito cuco' – um título que, embora não traga melodia, carrega uma verdade difícil de ser ignorada.
O ARTIGO de Érico Cavalcanti você pode ler aqui.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro
Créditos (Imagem de capa): Pássaro cuco