O jornalista Edelvânio Pinheiro dedicou um capítulo inteiro em seu novo livro, “O oitavo filho”, sobre o episódio no qual Manoel Júnior, protagonista da obra e filho caçula do ex-prefeito de Itanhém, Neco Batista, foi criticado na Fazenda Suíça, após sentar-se ao lado da sepultura do seu pai e sorrir. Neco faleceu na primeira hora do dia 1º de maio de 2022.
A morte do pai foi um dos episódios mais perturbadores na vida de Manoel Júnior, afinal, ele passou, desde o primeiro momento que recebeu aquela informação, a vislumbrar a perpétua ausência de um familiar tão próximo, que afetaria consideravelmente o seu psicológico, pois ele via no pai um ponto de referência, mesmo que por vezes, distante.
“Estava realmente no pior dia da minha vida, envolto de uma gente estranha, jogadores, hipócritas”, diz no livro Manoel Júnior, referindo-se aos seus irmãos”. “A minha presença foi constrangedora ali, foi digna de uma cena de novela do Walcyr Carrasco, aquela população chocada com a minha presença no velório, todo mundo me olhava na hora que cheguei”, completa.
Rejeitado, Manoel Júnior percebeu que seus irmãos não desejavam a sua presença no enterro de Neco Batista e isso o deixou bastante consternado. Ele só foi avisado sobre a morte depois e, segundo ele, irmãos que se deslocavam de Vitória, no Espírito Santo, onde ele morava naquela ocasião, se recusou trazê-lo para o velório e sepultamento.
“É muito cruel, eles sabiam que eu não tinha carro”, conta Manoel Júnior no livro ‘O oitavo filho’.
As conexões psicológicas que o autor da obra faz neste capítulo são bem apropriadas para compreender a atitude de Manoel Júnior ao jogar terra na sepultura do pai com os pés e, depois, angustiadamente ri.
“A rejeição é um sentimento que nenhuma pessoa gostaria de experimentar, perceber que não é bem-vindo ou ser envolvido por um ambiente que não traz sensação de bem-estar pode causar impactos dolorosos para quem vivencia esse tipo de situação e ao enfrentar a mágoa, nos tornamos defensivos”, explica o livro, que também faz grandes amarrações filosóficas durante os nove capítulos distribuídos em quase 200 páginas, que deram origem ao sétimo livro do jornalista Edelvânio Pinheiro.
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Fonte/Créditos: Por redação
Créditos (Imagem de capa): Manoel Júnior joga terra na sepultura do pai e ri.