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Zulma Pinheiro rebate Bentivi após prefeito culpar gestões anteriores por dívida de R$ 700 mil com a EMBASA

Em nenhum momento Bentivi menciona que parte da dívida com a EMBASA é fruto de sua própria irresponsabilidade administrativa em gestões anteriores.

Zulma Pinheiro rebate Bentivi após prefeito culpar gestões anteriores por dívida de R$ 700 mil com a EMBASA
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Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Itanhém, realizada na noite desta segunda-feira (7), a vereadora e ex-prefeita Zulma Pinheiro (MDB) reagiu duramente à tentativa do prefeito Bentivi (PSB) de transferir responsabilidades por uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 700 mil com a EMBASA, referente a contas de água vencidas. A informação de que o prefeito esteve recentemente em Salvador, reunido com a diretoria financeira da empresa para iniciar uma negociação sobre o débito, foi divulgada por um site que tem servido como sustentação midiática da atual gestão.

Em sua fala na Câmara Municipal, Zulma sugere que Bentivi age mais uma vez com falta de transparência e deslealdade com a história recente do município, ao insinuar que a dívida com a empresa de saneamento é de gestões anteriores, que inclui a gestão dela, de 2017 a 2020. Ela deixou claro, com veemência, que parte significativa desse débito pertence às próprias gestões de Bentivi, anteriores ao seu mandato como prefeita.

“Houve uma reportagem em que o prefeito alega uma dívida de R$ 700 mil deixada por gestões passadas”, começou Zulma. “Eu quero deixar aqui bem claro que, além de nós recebermos a dívida do INSS — onde houve o sequestro do FPM do município por três meses — e foi na gestão dele que nós herdamos essa dívida, ele também deixou dívida na Embasa e na Coelba”, afirmou, ressaltando que ao final de sua gestão entregou tudo quitado ao sucessor, Mildson Medeiros.

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A vereadora não deixou dúvidas de que, segundo ela, Bentivi foi o responsável por deixar dívidas com a EMBASA e também com a COELBA — empresa fornecedora de energia elétrica — e que essas pendências complicaram a administração que ela assumiu em 2017. O sequestro por três meses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), segundo Zulma, foi uma consequência direta dos débitos deixados por Bentivi.

“Nós deixamos tudo e entregamos para o gestor que nos sucedeu tudo quitado. Então, eu creio que não sei se é erro de ortografia o que houve, mas não foram gestões passadas”, ironizou, alfinetando a tentativa de manipulação da informação divulgada na imprensa aliada do atual prefeito.

Zulma também cobrou maturidade administrativa e responsabilidade de Bentivi.

“Já se passaram seis meses, e não adianta mais a gente estar aqui colocando a culpa em gestão passada, não. Vamos procurar resolver os problemas. Foi assim que nós fizemos em 2017”, disse.

Ela criticou ainda o uso de decretos que, segundo ela, colocam o município em situação difícil e penalizam a população.

“Quanto mais a gente ficar, através de decreto, colocando o município numa situação difícil, é difícil para todos os moradores de Itanhém. Estamos querendo uma Itanhém melhor, estrada melhor, educação melhor, ruas melhores”, explicou.

A fala da ex-prefeita expõe uma contradição clara. Em nenhum momento Bentivi menciona que parte da dívida com a EMBASA é fruto de sua própria irresponsabilidade administrativa em gestões anteriores. Ao invés disso, tenta manter o velho roteiro de culpar "os que vieram antes" — um truque político já desgastado e conhecido do povo itanheense.

Zulma, por sua vez, demonstrou firmeza ao defender seu legado e cobrar honestidade do atual gestor. Se há uma dívida com a EMBASA, que seja reconhecido que parte dela é herança do próprio Bentivi. Tudo o mais é manipulação e fuga de responsabilidade.

O povo de Itanhém não precisa mais de desculpas esfarrapadas. Precisa de soluções. E, acima de tudo, de um prefeito que pare de terceirizar a culpa pelos problemas que ele mesmo ajudou a construir.

Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro

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