Na reunião da Câmara Municipal de Itanhém da última segunda-feira (8), o vereador Gelson Picoli (Avante) fez críticas à uma funcionária da prefeitura, Sandra Açúcar, filha de um ex-vereador da cidade. Durante a fala, Gelson citou o posicionamento político da servidora nas últimas eleições.
“Sandra Açúcar, oh meu Deus do céu, a mulher pula de gestão mais do que canguru lá na Austrália. A mulher não sabe qual é a gestão dela, [nome] agora tem que mudar pra Sandra Canguru, porque pula de um lado pro outro, não sabe qual é a gestão dela”, criticou o vereador.
No momento em que Gelson fez referência à mudança de nome da servidora, a vereadora Zulma Pinheiro, de quem Sandra Açúcar já foi aliada quando Zulma foi prefeita, sorriu diante da fala. (veja no vídeo abaixo).
No momento da fala, o presidente da Câmara, Paulinho Correia, interrompeu o vereador. A situação gerou interpretação de que Gelson teria tido o direito de fala cortado. O presidente, no entanto, explicou à reportagem que o tempo destinado à fala do parlamentar já havia sido ultrapassado, incluindo o período extra geralmente concedido em algumas ocasiões.
Em entrevista ao programa Tribuna do Povo, da Radio Master FM, desde sábado (13), Gelson Picoli confirmou que não houve cerceamento de sua fala e que o presidente apenas encerrou a sua participação por conta do tempo.
Ainda durante o programa, o jornalista Edelvânio Pinheiro, que é o âncora do programa, questionou o vereador sobre o direito de escolha política de Sandra Açúcar, ressaltando que, por vivermos em um país republicano que adota a democracia como sistema de governo, qualquer cidadão pode decidir apoiar candidatos, inclusive de última hora. O jornalista destacou que Sandra Açúcar não é a única a adotar esse tipo de postura em períodos eleitorais no município de Itanhém. O jornalista também lembrou que o próprio Gelson Picoli já fez mudanças políticas ao longo de sua trajetória, passando por diferentes grupos políticos.
O vereador respondeu afirmando que sempre manteve gratidão aos prefeitos que apoiaram seu trabalho em defesa de Ibirajá e que, mesmo diante de derrotas eleitorais de candidatos que apoiou, nunca adotou a postura que criticou na funcionária.