Em meio a discussões sobre o Projeto de Lei nº 64, que trata da suplementação do orçamento municipal em Itanhém e que será votado nesta quarta-feira (20), pela Câmara Municipal, o vereador Caboquinho Porto gerou polêmica ao disseminar informações imprecisas através de suas redes sociais. Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o político, conhecido por sua oposição à gestão do prefeito Mildson Medeiros, afirmou na legenda, de maneira categórica, que a proposta se tratava de um "pacote de maldade" no valor de 20 milhões de reais, caracterizando-o como um empréstimo que traria sérias consequências financeiras para a cidade.
Entretanto, as declarações de Caboquinho foram prontamente esclarecidas por Renato Correia, presidente da Câmara Municipal, que explicou que a suplementação não se assemelha a um empréstimo e não implica no aumento do orçamento total.
À reportagem Renato Correia deu detalhes da natureza do projeto.
"O orçamento continuará o mesmo já fixado, havendo a necessidade de realocação de recursos para despesas essenciais, como educação, Fundeb, saúde, entre outras áreas. O objetivo do projeto é permitir ao prefeito a flexibilização do orçamento, possibilitando o remanejamento das dotações entre si, sem aumentar os valores previamente estabelecidos", explicou.
Uma análise mais aprofundada revela uma contradição no posicionamento dos vereadores Caboquinho e André Correia, que agora se opõem à suplementação. Registros das votações passadas mostram que ambos apoiaram suplementações de valores significativamente maiores, inclusive durante a gestão anterior de Zulma Pinheiro.
Este novo posicionamento contrário à suplementação, após votações anteriores favoráveis a medidas semelhantes, tem gerado questionamentos e especulações na esfera política local. É necessário destacar a importância da transparência e consistência nas posições políticas, ressaltando a necessidade de argumentos embasados e condizentes com o histórico de votações dos representantes.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro