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Um tributo ao verso e à generosidade na despedida poética de João da Terra de Itanhém

João da Terra de Itanhém tinha o dom de tecer versos como um alfaiate habilidoso costura um manto real.

Um tributo ao verso e à generosidade na despedida poética de João da Terra de Itanhém
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Em meio aos campos verdejantes e às águas serenas da cidade de Água Preta, surge a figura enigmática de João da Terra de Itanhém, o pseudônimo do primeiro poeta que essa terra abençoada produziu. Um artista singular que transformava palavras em poesia, deixando um legado de beleza e inspiração por onde passava.

João da Terra de Itanhém, cujo nome real era Ernani Robison Barbosa de Assis, partiu deste plano terreno aos 62 anos de idade. Sua jornada começou na Barra de São Francisco, no Espírito Santo, em 1961, mas foi nas terras de Itanhém que suas raízes se aprofundaram, cultivando o solo fértil da criatividade desde a infância.

O poeta, que também desempenhava o papel de Oficial de Justiça, viu sua vida entrelaçada com a riqueza da cultura local, absorvendo as tradições e os ritmos pulsantes que ecoavam pelas paisagens. Sua poesia, como um rio que serpenteia as campinas, fluía com a naturalidade de quem compreendia os segredos das palavras.

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João da Terra de Itanhém tinha o dom de tecer versos como um alfaiate habilidoso costura um manto real. Seus poemas eram um convite à contemplação, mergulhando o leitor em paisagens líricas e emocionais. Ele entendia que a poesia não era apenas um arranjo de palavras, mas uma forma de expressar a essência da alma humana.

"Seus versos eram como folhas ao vento, dançando em sintonia com a natureza que o inspirava. Em cada estrofe, ele imortalizava a beleza efêmera da vida, convidando-nos a refletir sobre a nossa própria existência", comentaria Bráulio Bessa, um poeta que João da Terra de Itanhém sempre admirou.

A poesia de João da Terra de Itanhém não se restringia apenas às palavras impressas em papel. Sua generosidade era um traço marcante de sua personalidade, uma corrente de solidariedade que fluía naturalmente do seu coração. Gedaias Caetano, Assistente Parlamentar e amigo de longa data, recorda com carinho o lado altruísta do poeta.

"João nunca hesitou em estender a mão aos necessitados. Sua vida foi um poema de ajuda mútua, onde ele se tornou um farol para aqueles que buscavam orientação. Sua partida deixa não apenas uma lacuna na comunidade, mas também um vazio em nossos corações", lamenta o assistente.

Neste sábado (11), na cidade de Teixeira de Freitas, as cortinas se fecharam para João da Terra de Itanhém. A notícia de sua partida ecoou pelas colinas, como um suspiro poético que se despede da vida. Seus amigos, amantes da poesia, da pesca e da cantoria, choram a perda, mas celebram a vida extraordinária que ele viveu.

Hoje, o céu está em festa, recebendo de braços abertos um poeta que agora se torna uma constelação na vastidão do universo. João da Terra de Itanhém pode ter deixado este mundo, mas sua poesia e generosidade continuarão a repercutir nos corações daqueles que tiveram a sorte de conhece-lo.

Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro

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