Pelo visto o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) na cidade de Itanhém está longe de ser um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e outros quadros que requer cuidado especial do poder público para uma melhor promoção da vida de pessoas que sofrem com essas doenças.
Entre as várias denúncias está a participação, neste sábado (12), de Rosemeire de Assis, moradora da Rua Vila Nova, no programa Tribuna do Povo, da Rádio Master FM, apresentado pelo jornalista e radialista Edelvânio Pinheiro. Ela denunciou a falta de medicamentos de uso contínuo no CAPS há mais de dois meses.
Os medicamentos utilizados no CAPS são geralmente antipsicóticos, antidepressivos, neurolépticos, antiepilépticos e benzodiazepínicos, os quais não podem faltar um dia se quer aos pacientes. E se a secretaria da Saúde não está conseguindo ofertar remédios extremamente necessários dá para imaginar como está sendo o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários desse serviço na cidade de Itanhém. Até mesmo porque é impossível fazer a integração deles ao ambiente social, cultural e também familiar sem que eles não estejam tomando religiosamente seus medicamentos. É bom destacar que essa integração é o principal objetivo do CAPS.
Veja o que disse Rosemeire:
“A gente toma remédio de uso contínuo e já tem dois meses que a gente tá sem remédio no CAPS, eu tô falando não só no meu nome, mas no nome de todos que tomam o mesmo tipo de remédio, que eu tenho dois meses que eu tô sem remédio. A gente vai pegar remédio não tem... ‘vai chegar, vai chegar’, toda semana tá chegando e nunca chega. A gente tem que comprar um remédio às vezes a não tá tendo nem dinheiro para poder comprar o remédio. Eu queria saber do secretário por que que tá acontecendo [isso], porque a gente tá sem o remédio”.
Enquanto isso o secretário da Saúde, Joabe Pires, faz publicidade em site de 30 cirurgias para retirada de “carne do olho”, fazendo questão de ilustrar que os procedimentos são gratuitos e que se fossem pagos custaria entre 3 e 5 mil reais cada um, omitindo a informação de que tudo foi pago pelo governo do estado e não pela prefeitura.