Não são de agora minhas críticas a respeito da falta de planejamento na gestão de Mildson Medeiros e, de igual forma, da falta de estratégia para o fortalecimento de sua imagem, tão necessária na vida de qualquer político. Por maldade plena sou muitas vezes mal interpretado por meia dúzia de aliados do prefeito, que nada sabem fazer senão lhe dar tapinhas nas costas para receber o salário no final do mês, manter o carro locado, o emprego de algum parente ou o faturamento de sua empresa.
O próprio prefeito parece concordar com os pseudoexpers e se isola daqueles que, de fato, tentam, por experiência ou notável saber, norteá-lo pelo melhor caminho. Claro, o chefe do Executivo certamente tem motivos de sobra para optar pelos senhores da esperteza.
Nesta segunda-feira (5) Renato Correia, do MDB, ex-aliado de Zulma Pinheiro, também do MDB, a maior inimiga política de Mildson, foi eleito presidente da Câmara Municipal com os votos de todos os 11 que compõem o poder Legislativo. A unanimidade deve ser lida como estratégia de um grupo de vereadores que tentou, mas, não tendo conseguido formar chapa, decidiu não ficar de fora.
Tudo bem que Renato sempre se mostrou um político com muita habilidade para negociações e isso traz resultados positivos no processo democrático para qualquer um, mas nem de longe o vereador seria o presidente dos sonhos de Mildson Medeiros e muito menos daqueles que lhe dão tapinhas nas costas para se garantir na gestão.
A prova disso foram as discussões acirradas que aconteceram nos bastidores da semana que antecedeu a eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal. Naquela ocasião o cenário foi muito diferente daquele que se viu na reunião desta segunda-feira. O motivo de tanta discussão foi a tentativa de aliados do prefeito, bem ao modo do chefe – sem nenhum planejamento e totalmente ignorantes no quesito estratégia política – tentaram, sem êxito, emplacar um candidato de última hora.
Fazia tempo que se viu a sede da Câmara de Vereadores de Itanhém com tanta gente. O clima parecia de festa. O público aplaudia cada manifestação de voto dos vereadores ao novo presidente que, emocionado, embargou a voz e chorou durante seu discurso. O prefeito e os secretários que tiveram que engolir Renato Correia, certamente, acompanharam tudo pela transmissão do Facebook da Câmara ou pela Rádio Master FM.
Mas o rei ainda não está nu. Talvez tão logo seja desnudado se insistir em continuar com seus pífios conselheiros.