O vaqueiro Mateus da Silva Rocha, de 24 anos, morador do distrito de Batinga, em Itanhém, vive dias de angústia enquanto aguarda a transferência de sua esposa, Marina Santos de Jesus, de 25 anos, para um hospital de Teixeira de Freitas. A gestante está internada desde terça-feira (1) no Hospital Municipal de Itanhém, com fortes dores e risco de complicações no parto.
Marina, segundo o esposo, já completou as 40 semanas de gravidez, e o bebê está em posição pélvica, o que inviabiliza um parto normal.
"Ela não vai ganhar normal porque minha filha está sentada, já fechou as 40 semanas e até agora nada", desabafa Mateus, que está desempregado e não tem condições de custear um procedimento particular.
A gestação já havia dado sinais de alerta no domingo (30), quando Marina sentiu fortes dores e foi levada ao hospital em Itanhém, mas retornou para casa após avaliação. Na terça-feira, as contrações se intensificaram, e ela foi internada novamente. Desde então, aguarda a regulação para ser transferida a um hospital para a cidade de Teixeira de Freitas.
"Estou muito preocupado com minha esposa e com a criança que está pra vir", diz o pai, que precisou ficar em Batinga cuidando do filho do casal, um menino de apenas 1 ano e 8 meses.
Nesta quinta-feira (3), o hospital de Itanhém, de acordo com Mateus, iniciou o processo de regulação, mas, até o momento, não houve resposta.
"Colocaram hoje a papelada no sistema e até agora não deram resposta, que está esperando vaga em Teixeira de Freitas", relata Mateus, com a voz tomada pela ansiedade.
A situação expõe a dificuldade de acesso a serviços especializados de saúde em cidades do interior do estado. O marido faz apelo às autoridades para agilizar a transferência, evitando riscos para a mãe e o bebê. Enquanto isso, ele segue em vigília, entre o cuidado com o filho pequeno, em Batinga, e a espera por notícias que garantam a segurança de sua esposa e filha.