Cleonice de Novais Viana, 39 anos, moradora do bairro Monte Santo, em Itanhém, denunciou ter sido humilhada por uma enfermeira do Posto de Saúde do seu bairro. A paciente, que faz uso contínuo de medicamentos para ansiedade, depressão e uma "bombinha" broncodilatadora devido a uma doença respiratória crônica, relatou ter se sentido constrangida após a profissional de saúde mandá-la "tomar banho".
"Minha autoestima já é lá embaixo porque tomo esse tanto de remédio, me senti muito mal", desabafou Cleonice, que é usuária do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Ela utiliza diariamente quatro medicamentos para controle de transtornos mentais, além da bombinha, essencial para sua bronquite asmática.
Ionice Novais Viana, irmã de Cleonice e também paciente do CAPS, soube do ocorrido por meio de redes sociais e afirmou que o episódio agravou sua própria crise de ansiedade e depressão.
"Vi um áudio dela em um grupo falando que a médica negou a receita da bombinha, que ela usa continuamente. A enfermeira ainda disse para ela tomar banho, como se estivesse fedendo. É muita humilhação", descreveu Ionice em mensagem ao Água Preta News.
Segundo ela, Cleonice possui diagnóstico de bronquite asmática e uma pneumologista da Policlínica de Teixeira de Freitas receitou a bombinha em julho de 2021, com uso contínuo para tosse, falta de ar e chiado no peito. O portal teve acesso à receita, que confirma a necessidade do medicamento.
Ionice relatou que, na gestão anterior, do ex-prefeito Mildson Medeiros, Cleonice recebia duas bombinhas por vez, sem problemas. No entanto, desde a mudança de administração, a medicação tem sido negada ou fornecida de forma insuficiente.
"Ela pegou a última bombinha em março e, quando foi renovar a receita, a médica disse que ela não precisava. Como assim, se é um remédio contínuo?", questionou.
Além disso, segundo Ionice, a família precisou complementar a medicação psiquiátrica de Cleonice, já que o CAPS forneceu apenas uma caixa de um dos medicamentos, sendo que a dose necessária é o dobro.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro