Numa intervenção da Secretaria de Infraestrutura para a substituição de lâmpadas em vias públicas da cidade de Itanhém, uma cena preocupante chamou a atenção de quem passava pelo local: dois funcionários trabalhavam sem os devidos equipamentos de segurança, expondo-se a riscos consideráveis.
Um dos trabalhadores, um ajudante de eletricista, subia no poste sem qualquer equipamento de proteção individual (EPI). Para esse tipo de serviço, é essencial o uso de luvas isolantes, capacete, cinturão de segurança com talabarte, botas isolantes, óculos de proteção e roupas adequadas que minimizem os riscos de choques elétricos e quedas. No entanto, ele não utilizava nenhum desses itens básicos.
O outro trabalhador, um eletricista experiente da prefeitura, também não contava com os equipamentos de segurança completos e aparentava insegurança na escada. Embora um equipamento fixado no veículo oferecesse certa estabilidade, o risco ainda era alto. Além disso, nenhuma das duas escadas estava devidamente amarrada ao poste, o que poderia garantir maior firmeza e segurança para os trabalhadores.
Outro fator alarmante foi a falta de sinalização no local. O veículo da equipe estava posicionado em uma esquina com quatro acessos de rua, sem qualquer aviso ou barreira para alertar motoristas e pedestres sobre a operação em andamento, o que poderia resultar em acidentes.
Enquanto isso, em vídeo, o vereador Jurandy (DC), que divulgou um vídeo enaltecendo seu pedido para a recolocação das lâmpadas nas ruas escuras, não demonstrou qualquer preocupação com a segurança dos profissionais que realizavam o serviço.
A situação remete a um episódio trágico da gestão anterior do prefeito Bentivi (PSB), quando um adolescente morreu eletrocutado na maior escola do município devido à falta de manutenção na rede elétrica. O ocorrido demonstra que a atual administração não tem dado a devida atenção à segurança dos servidores municipais, perpetuando um histórico de descaso com a vida e a integridade dos trabalhadores que prestam serviços essenciais à população.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro