A megaoperação integrada das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, realizada nesta terça-feira (28), tornou-se a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos — entre eles, quatro policiais, sendo dois da Polícia Civil e dois do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Os agentes perderam a vida durante confrontos em diferentes pontos da capital e da Baixada Fluminense. A ação mobilizou cerca de 3 mil homens das polícias Civil e Militar, além do apoio das Forças Armadas, e tinha como objetivo desarticular o principal grupo criminoso do estado.
Veja quem eram os policiais mortos na operação:
Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho — Polícia Civil
Marcus Vinícius, de 51 anos, foi atingido na cabeça durante a ação. Ele integrava a corporação desde 1999 e iniciou a carreira na Delegacia de Repressão a Entorpecentes. Passou pelo 18º DP (Praça da Bandeira) e chefiava o Setor de Investigações do 53º DP (Mesquita). Na segunda-feira (27), havia sido promovido internamente, alcançando o cargo máximo de comissário de polícia.
Rodrigo Velloso Cabral — Polícia Civil
Recém-integrado à Polícia Civil, Rodrigo atuava há cerca de 40 dias no 39º DP (Pavuna). Foi atingido na nuca e não resistiu aos ferimentos. O agente deixa esposa e uma filha.
Heber Carvalho da Fonseca — Bope
Sargento do Bope, Heber, 39 anos, era especialista em tiro de precisão. Morreu em confronto com criminosos no Complexo do Alemão. Ele deixa esposa e filhos.
Cleiton Serafim Gonçalves — Bope
Também sargento do Bope, Cleiton, 42 anos, tinha formação em técnicas de tiro e apoio tático. Foi atingido no abdômen durante o enfrentamento. Ele deixa esposa e uma filha.
A Secretaria de Estado de Polícia (Sepol) e o Comando da Polícia Militar lamentaram as mortes e prestaram solidariedade às famílias dos agentes. As investigações sobre as circunstâncias exatas de cada ocorrência seguem em andamento.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro
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