O não pagamento dos salários dos professores da rede municipal de Itanhém mostra a irresponsabilidade administrativa e a falta de compromisso com a educação e seus profissionais. O ex-prefeito Mildson Medeiros (Avante) encerrou sua gestão sem quitar os vencimentos de dezembro de 2024, e o atual gestor, Bentivi (PSB), mesmo diante de cobranças da classe e tendo dinheiro em caixa, ainda não solucionou o problema. O resultado dessa omissão é o prejuízo direto aos servidores, que dependem desse recurso para sua subsistência.
A APLB-Sindicato, ao ingressar na Justiça contra o município nesta terça-feira (11), fez o que era necessário diante da negligência do poder público. A tentativa de negociação com o prefeito não surtiu efeito, e a promessa de pagamento com recursos do FUNDEB ficou apenas no discurso. Agora, o pedido de liminar visa garantir um direito básico dos trabalhadores, que é receber pelo serviço prestado.
A retenção de salários é uma afronta aos direitos dos servidores e à legislação brasileira. O salário tem natureza alimentar e não pode ser tratado como um favor ou algo secundário na gestão municipal. A falta de pagamento compromete a dignidade dos profissionais da educação, que são essenciais para a formação de futuras gerações e para o desenvolvimento da sociedade.
Mais do que apontar culpados, é necessário exigir soluções. O atual gestor não pode se esquivar de sua responsabilidade com discursos evasivos ou justificativas vazias. Se há recursos, o pagamento deve ser feito imediatamente. O que não se pode aceitar é a perpetuação da injustiça contra os professores, que dedicam suas vidas à educação e não podem ser penalizados pela má gestão dos recursos públicos.
Quem descumpre compromissos salariais, como fez Mildson Medeiros, deve ser cobrado com firmeza, e quem se utiliza de discursos para protelar soluções, como Bentivi vem fazendo não merece credibilidade. A educação e seus profissionais não podem ser tratados com descaso. É irresponsável tanto quem deixou de pagar quanto quem se utiliza de retóricas para continuar sem pagar.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro