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Como jornalista e pai, registro minha experiência positiva no HMSF não como um favor, mas como um reconhecimento merecido

Quero deixar claro que, durante todo o atendimento, me coloquei como um cidadão comum, como sempre me vi, sem mencionar minha profissão de jornalista ou qualquer outro ofício que exerço.

Como jornalista e pai, registro minha experiência positiva no HMSF não como um favor, mas como um reconhecimento merecido
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Por Edelvânio Pinheiro*

Claro que nós, jornalistas e radialistas, temos o dever de criticar quando o atendimento público falha, especialmente em áreas tão sensíveis como a saúde, que é um direito básico de todo cidadão. Afinal, ser bem atendido não é um favor, mas uma obrigação do poder público. No entanto, também é nosso papel reconhecer e valorizar quando as coisas funcionam como deveriam, especialmente quando isso influencia diretamente a vida de nossas famílias. E foi exatamente isso que vivenciei na nova UMMI, agora chamada Hospital Municipal Sagrada Família (HMSF), em Teixeira de Freitas.

Na última sexta-feira (7), levei meu filho de 7 meses à unidade devido a uma febre persistente que o acompanhava desde o início do dia. Como pai, é impossível não se preocupar quando um bebê apresenta sintomas como esse, ainda mais quando a literatura médica nos alerta para não subestimarmos febres acima de 37,8°C.

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O bebê já vem apresentando erupção dentária, e mães mais experientes costumam afirmar que o surgimento dos dentes pode causar febre. No entanto, há estudos que ressaltam que é comum atribuir erroneamente febres e diarreias ao nascimento dos dentes, quando, na verdade, esses sintomas podem estar relacionados a viroses ou outras condições mais sérias. Um estudo brasileiro, publicado no jornal científico Pediatrics, conduzido pela dentista Carla Massignan da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), reforça que a erupção dentária em crianças até 36 meses está mais associada a sintomas como irritação na gengiva, irritabilidade e produção excessiva de saliva, e não a febres altas. Portanto, é mito que dente nascendo pode dar febre, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Foi justamente essa preocupação que me levou ao HMSF naquela noite. E, apesar da correria típica do SUS e dos desafios enfrentados pelos profissionais de saúde que trabalham nesse sistema, eu e a mãe do bebê fomos recebidos, em momentos distintos com um atendimento exemplar. As médicas Letícia Sessa e Poliana Corrêa demonstraram ser grandes profissionais. Mesmo diante da alta demanda e da falta de recursos que muitas vezes limita o atendimento, elas conduziram uma anamnese clínica ainda que rápida, mas muito responsável, buscando descartar, de imediato, possíveis doenças graves. A tranquilidade e o profissionalismo delas foram fundamentais para pudéssemos nos sentir seguros.

Quero deixar claro que, durante todo o atendimento, me coloquei como um cidadão comum, como sempre me vi, sem mencionar minha profissão de jornalista ou qualquer outro ofício que exerço. Isso é importante para destacar que fui bem atendido não por ter meios de expor eventuais falhas à opinião pública. Essa experiência me faz acreditar que o bom atendimento não foi uma exceção, mas uma prática que pode e deve ser replicada.

A estrutura do hospital também merece destaque. A sala onde pais e crianças aguardam os resultados de exames e a medicação ambulatorial é um ambiente climatizado, pensado para oferecer conforto e tranquilidade tanto ao paciente quanto ao acompanhante. Com camas e poltronas adequadas, o local demonstra um cuidado humanizado, algo que muitas vezes falta em serviços públicos de saúde. É visível que a nova UMMI de Teixeira de Freitas foi construída com foco nas necessidades reais das mães e pais que ali precisam levar seus filhos para serem tratados.

Felizmente, após os exames de sangue e urina, que não apontaram nenhuma alteração, e após seguir as orientações das médicas, meu filho não apresentou mais febre a partir da madrugada desta segunda-feira (10). Em ambos os atendimentos, as médicas fizeram questão de enfatizar que, se a febre persistir, é necessário voltar àquela unidade de saúde.

Por isso, quero usar este espaço para elogiar a estrutura do Hospital Municipal Sagrada Família e, principalmente, para agradecer às médicas Letícia Sessa e Poliana Corrêa e todos os demais profissionais do HMSF. Em um sistema muitas vezes sobrecarregado, a competência, a empatia e a dedicação dos profissionais representam, indubitavelmente, o que há de melhor na saúde pública. E, como jornalista e pai, sinto-me no dever de registrar essa experiência positiva, não como um favor, mas como um reconhecimento merecido a quem faz a diferença no dia a dia de famílias como a minha, que dependem de unidades de saúde como esta para curar suas dores e, muitas vezes, salvar seus entes queridos.

 

*Edelvânio Pinheiro é bacharel em Jornalismo pela Católica (UCA) e licenciado em Letras Vernáculas pela UNEB. É também pós-graduado em Ciências Políticas, radialista e autor de sete obras, incluindo crônicas, livro-reportagem e literatura infantojuvenil.

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