A recente repercussão envolvendo o prefeito de Itanhém, Bentivi, e o envio de R$ 1.000,00 para a comitiva de 17 homens que viajou a cavalo por mais de duas semanas até Bom Jesus da Lapa revela um oportunismo político difícil de ignorar.
A iniciativa dos cavaleiros — uma verdadeira demonstração de fé, resiliência e tradição — foi sustentada pela solidariedade espontânea das comunidades ao longo dos 700 km percorridos. A ajuda do prefeito, no entanto, só chegou no final, quando a jornada já havia ganhado visibilidade. O mísero Pix de Bentivi mais parece uma tentativa de se associar a um movimento de sucesso do que um apoio planejado e sincero.
A recusa do valor pela comitiva é um recado claro. O gesto simboliza a rejeição a uma ação percebida como eleitoreira e desconectada do propósito real da romaria. Enquanto o prefeito tenta capitalizar em cima de um feito coletivo, os participantes reforçam que a essência da jornada está na autonomia e na fé, valores que não se compram com contribuição tardia e oportuna e muito menos com assistencialismo de ocasião.
Este episódio escancara o distanciamento entre a gestão municipal, que parece administrar apenas para familiares e amigos do prefeito, e a população.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro
Créditos (Imagem de capa): Foto arquivo: Prefeito Bentivi.