Nos últimos dias, a gestão do prefeito de Itanhém, Bentivi (PSB), tem sido alvo de críticas severas devido à sua tentativa contínua de fugir de responsabilidades. Apesar de ter recebido, só em duas semanas, R$ 2.749.733,63 em repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o prefeito insiste em pregar um cenário de caos absoluto na administração municipal. Esses valores não incluem as receitas próprias do município, provenientes da Divisão de Tributária, Fiscalização, Arrecadação e Postura (DTFAP).
Bentivi tenta justificar sua inércia alegando que o novo governo está “em fase de diagnóstico”, supostamente “tomando conhecimento da realidade do município”. Contudo, enquanto ele se esconde atrás dessa desculpa esfarrapada, a população sofre com problemas básicos, como postos de saúde fechados na cidade, vilas e distritos. Esse tipo de justificativa, além de subestimar a inteligência da população, demonstra sua incapacidade de liderar com responsabilidade.
Estrategicamente, Bentivi busca criar uma narrativa de que os repasses do FPM não são obrigatórios e periódicos, quando, na verdade, esses recursos, que são fundamentais para garantir a manutenção dos serviços públicos, não falham. Ao propagar essa ideia, o prefeito tenta manipular a opinião pública para justificar sua ineficiência administrativa.
O prefeito tem utilizado a mesma tática em conversas particulares e até com seus aliados políticos. Seja ao tentar justificar a falta de apoio ou ao prometer empregos, Bentivi sempre busca implantar a narrativa do caos, mascarando sua própria incompetência.
Não é a primeira vez que Bentivi mostra sua irresponsabilidade com a coisa pública. Quando entregou sua última gestão à então prefeita Zulma Pinheiro (MDB), o município foi exposto a um estado de calamidade: frota municipal destruída, mais de cinco pontes caídas e escolas abandonadas. Embora Zulma Pinheiro tenha suas próprias responsabilidades por não realizar um levantamento imediato das condições do município, é inegável que Bentivi entregou Itanhém em ruínas.
A negligência de Bentivi foi além de danos materiais. Um adolescente morreu eletrocutado na maior escola da rede municipal de ensino devido à falta de manutenção básica nas instalações. Esse é um exemplo claro de como a falta de compromisso com a administração pública pode ter consequências fatais.
É hora de Bentivi parar de se esquivar e assumir suas responsabilidades, pois a população não pode continuar pagando o preço de sua irresponsabilidade.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro