“Falar de Zarfeg é viajar no tempo, como em ‘Estação 35’, parando, apreciando e aprendendo.”
Assim reagiu o neurocientista e escritor mineiro Aguilar Pinheiro à leitura das obras mais recentes do poeta e jornalista baiano Almir Zarfeg. Os dois se conhecem e se admiram desde o final dos anos 80 do século passado, quando estiveram reunidos com outros jovens, em Belo Horizonte, em torno da Associação Brasileira de Poetas e Produtores Artísticos (ASBRAPA).
“É lapidar rimas, resumir opiniões e relações pessoais em quatro versos em redondilha maior, como em ‘Trovíssimas’. Nesse, a página mais preciosa é a 61, que ainda aguarda a dinheirama”, continua Pinheiro, que responde pelo Instituto Brasileiro de Gestão Avançada (IBGA) na capital mineira.
À frente da presidência da ASBRAPA, Aguilar editou e apadrinhou nomes que se tornariam importantes na literatura mineira, como Wilmar Silva, autor de “Águas Selvagens”, dentre tantas outras obras. A 1ª edição de “Água Preta”, de Zarfeg, surgiu em 1991 com a chancela da ASBRAPA e planejamento gráfico de Aguilar, que cuidou também da apresentação do livro que ganhou a 5ª edição em 2021.
“Falar de Zarfeg é nadar em águas profundas na maré das circunstâncias da vida, como em ‘Água Preta’”, acrescenta o neurocientista e um dos nomes mais conhecidos da Programação Neurolinguística (PNL) no país.
Ao relembrar a parceria com Zarfeg na saudosa ASBRAPA, Aguilar deixou escapar esta confidência: “Lá, eu e Zarfeg fizemos parte de uma rígida comissão editorial”. E completou: “Uma época de aprendizagens múltiplas sobre a arte de ler, escrever e, especialmente, do pensar”.
Profissional bem-sucedido nas áreas da Neurociência e PNL, Aguilar Pinheiro é autor de livros técnicos e vem reescrevendo anos a fio o romance inédito “O Oitavo Sentimento”.
Se, por um lado, Aguilar insiste em não dizer quando vai publicar o romance inédito – ao contrário de Zarfeg –, que estreou na narrativa longa em 2021 com “Estação 35”. Por outro lado, não perde a oportunidade de elogiar o amigo baiano: “Zarfeg é um literato nato, no sentido lato de ser”.
TROVÍSSIMA
Completar sessenta assim
Tal qual Aguilar Pinheiro:
Leve como um passarim
E nadando em dinheiro!
Fonte/Créditos: Edelvânio Pinheiro