Rivelino não foi o único vereador a defender o aumento dos salários dos vereadores na reunião da Câmara Municipal de Itanhém, na noite desta segunda-feira (2).
O vereador Agmar, ao justificar seu apoio ao aumento salarial, alegou que o dinheiro utilizado para pagar o salário dos vereadores "não atinge saúde, não atinge educação", e que trata-se de recursos disponíveis para cobrir as despesas do Legislativo Municipal. No entanto, sua explicação deixou de mencionar que os projetos de lei aprovados pelo Legislativo também contempla o aumento dos salários do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais.
Agmar também afirmou que os salários dos vereadores são pagos com "um recurso à parte" e que "não interfere em nada". No entanto, não esclareceu que a sobra do duodécimo, um montante mensal de pouco mais de R$ 250 mil transferido pela prefeitura à Câmara Municipal todo dia 20, é devolvida ao Executivo. Com o aumento salarial dos vereadores, essa sobra de recursos destinada à Câmara diminui, afetando diretamente o montante que poderia ser investido pela prefeitura, por exemplo, na saúde e na educação do município.
Moradores de Itanhém acreditam que, em vez de priorizar aumentos salariais, a Câmara Municipal deveria apresentar projetos que concentrassem esforços na melhoria dos serviços essenciais oferecidos à população.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro