Nos últimos dias, a população de Itanhém tem acompanhado com atenção as discussões sobre o decreto assinado pelo prefeito Bentivi, do PSB. O tema tem sido alvo de questionamentos e críticas, gerando um intenso debate nas redes sociais. Nesse contexto, percebemos um movimento que, se não transfere diretamente, ao menos sugere que a responsabilidade pelos impactos do decreto também recai sobre a Câmara de Vereadores, como se este fosse o órgão culpado pela situação.
Diante dessa repercussão, o Água Preta News considera importante esclarecer alguns pontos. Primeiramente, nunca foi a intenção deste veículo de comunicação causar um desequilíbrio na opinião pública. Nossa missão é informar com responsabilidade e imparcialidade, trazendo à luz os fatos e estimulando o debate público com base na verdade e na transparência.
Em relação ao decreto em questão, é preciso deixar claro que sua decisão inicial partiu única e exclusivamente do prefeito. Não há indícios de que qualquer um dos 11 vereadores tivesse conhecimento prévio da intenção do chefe do Executivo de adotar tal medida. O decreto, ao nosso ver, é irresponsável e mal intencionado, considerando o histórico de gestões anteriores em que Bentivi adotou o mesmo modus operandi: alegou situação de emergência para justificar compras sem licitação, facilitando a aquisição de materiais e produtos de empresas ligadas a aliados políticos e familiares, motivo pelo qual foi denunciado pelo Ministério Público e já virou réu em uma ação por improbidade administrativa, já com data para ser ouvido pela Justiça.
Portanto, qualquer erro ou abuso deve ser atribuído, sob qualquer ótica, ao chefe do Executivo, e não aos vereadores, que não tiveram participação ativa na decisão. O que este portal noticiou foi a inércia política da Casa do Povo diante de um ato que merece fiscalização rigorosa. No entanto, em nenhum momento atribuímos ao Legislativo Municipal a responsabilidade pelo decreto.
Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que Bentivi recorre a situações emergenciais como justificativa para contratações diretas de serviços. Essa repetição de práticas, agora em 2025, levanta questionamentos legítimos sobre a transparência e a real necessidade das medidas adotadas. O decreto nasce como um ato exclusivo do chefe do Executivo municipal, cabendo à Câmara apenas a fiscalização e a análise de eventuais irregularidades. Distorcer esses fatos e tentar atribuir aos vereadores a culpa por uma decisão tomada pelo prefeito é um erro que desvia o foco do verdadeiro responsável: Bentivi, apelidado de “passarinho maldoso” pelo jornalista Jota Mendes em um editorial veiculado por uma emissora de rádio de Teixeira de Freitas, em referência ao caráter questionável de suas ações à frente da gestão municipal.
A sociedade deve estar atenta para não cair em narrativas que confundem a opinião pública. A fiscalização dos atos do Executivo é, sim, uma prerrogativa da Câmara, mas isso não significa que os vereadores tenham qualquer participação na criação de decretos. É essencial que a população cobre de forma dura, inclusive nas redes sociais, esclarecimentos diretamente do prefeito Bentivi, exigindo transparência e responsabilidade na condução dos recursos públicos.
Seguiremos atentos, informando sempre em compromisso com a verdade e o interesse coletivo.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro