A pré-candidatura de Magno Pinheiro à prefeitura de Itanhém é, no mínimo, preocupante. Seguindo os passos de sua irmã, a ex-prefeita Zulma Pinheiro, Magno parece disposto a perpetuar uma política marcada pela falta de compromisso social, a precariedade nos investimentos em saúde e infraestrutura, e uma gestão administrativa que beira o desrespeito aos cidadãos itanheenses.
Zulma Pinheiro, cuja administração foi amplamente criticada por sua ineficiência e descaso, agora se apresenta como candidata a vereadora. Isso representa uma regressão estúpida na carreira política, mostrando um total desrespeito à inteligência dos eleitores. E, como se não bastasse, seu irmão, um dentista sem experiência política comprovada, busca o cargo de prefeito.
Magno Pinheiro demonstra uma desorientação preocupante em suas aparições nas redes sociais. Em algumas ocasiões, tenta transmitir segurança; em outras, fala de maneira desconexa e prolixa, sem clareza ou substância. Isso evidencia uma falta de preparo alarmante para alguém que almeja liderar um município.
A ausência de ideias concretas para sua pré-candidatura revela a mesma arrogância e ironia que marcaram a gestão de sua família na política. Magno parece se ver como um "sabe-tudo", enquanto trata os demais com desdém, como se fossem "um monte de porcos na lama", como ele mesmo recentemente se expressou no ciberespaço. No entanto, sua postura prepotente é desmentida pela falta de conteúdo em seus argumentos e pela insistente utilização incorreta da língua portuguesa, embora, pasmem, tenha passado pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), uma das maiores do país.
Um exemplo claro da falta de preparo de Magno Pinheiro é sua insistente utilização da forma incorreta "seje" em vez de "seja". Vamos esclarecer essa questão à luz da gramática, de uma vez por todas. Observe duas orações ditas, em momentos distintos, por Magno Pinheiro, que adota sempre a arrogância e a ironia ao falar:
“Seje bem-vindo a Itanhém”.
“Tô querendo discutir ideias, propostas em um nível elevado, onde o respeito e educação seje a base de tudo”.
Na nossa “inculta e bela” língua portuguesa apenas a palavra “seja” é considerada correta. Isso porque, ela faz parte da conjugação dos modos subjuntivo (primeira e terceira pessoas do singular) e imperativo (terceira pessoa do singular) do verbo ser. É bom lembrar também que, no português brasileiro contemporâneo, é comum o uso do imperativo para a terceira pessoa do singular (você), que é "seja".
Retornando à política, a pré-candidatura de Magno Pinheiro à prefeitura de Itanhém é um reflexo do continuísmo de uma política ineficaz e arrogante. A falta de preparo, a desorganização de seu conteúdo político e a arrogância disfarçada de segurança são sinais claros de que Itanhém merece um futuro melhor do que o que a família Pinheiro tem a oferecer. É essencial que os cidadãos estejam atentos e críticos para evitar que os erros do passado se perpetuem no futuro do município.
Quanto à insistência em falar seje no lugar de seja, pare de esculhambar com a “última flor do Lácio”, doutor Magno Pinheiro. Por favor!
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro