A expressão "pra quem tá nu qualquer coisa serve", atribuída ao prefeito Mildson Medeiros em sua recente reunião com funcionários da saúde, é mais um exemplo do modo lamentável como ele lida com os problemas em sua gestão caótica. Cada vez que se vê diante de um desafio, o prefeito recorre a essas frases feitas e simplistas como uma espécie de cortina de fumaça para encobrir a inépcia de sua administração. Isso é um desserviço à população de Itanhém, que votou no prefeito acreditando que ele fosse um líder competente e comprometido.
Na reunião, acompanhado do secretário da Saúde Joabe Pires, do seu chefe de Gabinete Gildeon Rosa, do presidente da Câmara Municipal Renato Correia e dos vereadores Rivelino e Dias da Academia, ao anunciar o pagamento do piso da enfermagem com recursos do governo federal, Mildson Medeiros optou por não recorrer à sua antiga filosofia, que sustenta que "a vida é como uma roda gigante", provavelmente porque reconheceu que essa abordagem já não surte mais efeito na atual conjuntura política de Itanhém, ficando obsoleta e vazia de significado. Em vez disso, ele preferiu utilizar uma filosofia que é a sua cara, esculpida em carrara, que reflete seu próprio modo de governar, marcado pela falta de planejamento, falta de aperfeiçoamento, e uma completa ausência de diálogo sincero.
O uso da expressão "qualquer coisa serve" ressalta o desdém do prefeito pelo planejamento estratégico e pelo bem-estar de sua comunidade. Ele parece tratar os problemas de Itanhém como inconvenientes menores que podem ser resolvidos de forma superficial e de qualquer jeito, sem considerar o impacto real que essas questões têm sobre a vida dos cidadãos. Isso se manifesta na falta de remédios no CAPS, por mais de três meses, para quem não pode ficar sem o uso desse tipo de medicamente por um dia sequer, na carência de atendimento médico digno nos hospitais e postos de saúde, e até mesmo na ausência de um cemitério adequado para o município, que vem enterrando seus mortos um em cima do outro, numa flagrante afronta à dignidade dos falecidos e de seus familiares.
Está mais do que provado que Mildson Medeiros não compreende o verdadeiro significado da política e como ela deve ser exercida. A política exige transparência, responsabilidade, comprometimento, trabalho em equipe, inteligência e dedicação à comunidade. Infelizmente, o prefeito parece acreditar que administrar um município se resume a dar esmolas à população que sofre e que, habitualmente, vai a sua casa pela manhã em busca de uma cesta-básica, de um botijão de gás ou do pagamento de uma conta de água. No entanto, a gestão pública vai muito além disso e requer um líder comprometido com o desenvolvimento sustentável e o bem-estar de todos os habitantes da cidade.
Mildson Medeiros demonstra repetidamente que, quanto mais o município estiver desprovido, com sua população sofrendo e batendo à sua porta todos os dias pela caridade, aí "qualquer coisa" na concepção de sua filosofia barata deve servir.
Inegavelmente, o prefeito de Itanhém deixa sempre transparecer, através de suas atitudes e falas, que ele e a política andam em sentidos opostos, uma vez que a política está longe de ser "qualquer coisa", como a sua vã filosofia acredita.
LEIA TAMBÉM:
Vereador critica prefeito de Itanhém por frase dita em reunião sobre piso da enfermagem
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro