A gestão do prefeito Bentivi (PSB) em Itanhém está se especializando na arte da narrativa enganosa. A mais recente "proeza" divulgada em seu site “oficial” é a suposta concessão de reajuste salarial aos profissionais da educação como se fosse um favor ou uma conquista de sua administração. Na realidade, nada mais fez do que cumprir uma obrigação legal imposta pela Lei 11.738/2008, que determina o reajuste anual do piso salarial dos professores.
O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União em 31 de janeiro, que o novo piso salarial dos professores seria reajustado em 6,27%, elevando o valor para R$ 4.867,77. Esse índice é nacional e obrigatório, não havendo qualquer tipo de "benevolência" por parte do prefeito.
Toda essa festa promovida pela gestão municipal, com direito ao aparecimento da imagem do secretário da Educação em matéria estupidamente enganosa, se resume em um marketing político barato e a tentativa de manipular a opinião pública. O prefeito e seu secretário Sady Neto tentam vender a ideia de que esse reajuste é um "grande passo" e uma "vitória da gestão", quando, na verdade, trata-se de uma obrigação legal que, caso não fosse cumprida, poderia acarretar sérias sanções para o município.
Outro ponto que chama atenção é o silêncio da diretoria da APLB em Itanhém diante dessa clara tentativa de manipulação. A entidade, que em outros tempos era combativa na defesa dos direitos dos professores, parece ter adotado uma postura passiva nesse terceiro mandato de Bentivi. Uma instituição respeitada como a APLB, que representa muito bem a classe docente, não pode assistir a esse teatro político sem sequer emitir uma nota de esclarecimento sobre essa tentativa descarada do prefeito e seu secretário de distorcer os fatos.
A verdade é que a educação no município continua enfrentando sérios problemas, e reajustar o salário dos professores, cumprindo uma obrigação nacional, não muda a realidade de uma gestão que prioriza a propaganda em detrimento da qualidade do ensino.
Os professores não precisam de favores, precisam de respeito, inclusive de receber os salários de dezembro de 2024, que até hoje a prefeitura não pagou.