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Segunda-feira, 08 de Dezembro 2025

POLÍTICA

Jornalista analisa os números das eleições em Itanhém, a queda de Mildson e a falência da família Pinheiro

As eleições municipais de 2024 em Itanhém deixaram claro que mudanças importantes estão em curso.

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Por Água Preta News
Jornalista analisa os números das eleições em Itanhém, a queda de Mildson e a falência da família Pinheiro
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As eleições municipais de 2024 revelaram mudanças no cenário político em Itanhém, mostrando uma queda marcante nos votos do prefeito Mildson Medeiros (Avante), que buscava a reeleição, e uma falência na influência da família Pinheiro. Para entender essa dinâmica, eu analisei os resultados das últimas três eleições: 2016, 2020 e 2024.

Em 2020, Mildson Medeiros conquistou 7.333 votos, representando 62,99% dos votos, em uma eleição marcada por 11.642 votos válidos. No entanto, agora em 2024, os números mostraram uma queda alarmante para Mildson, que teve apenas 3.551 votos, ou 31,75% de um total de 11.186 votos válidos. A não reeleição e essa perda de 3.782 votos em relação a 2020 demonstra, indubitavelmente, uma grande insatisfação da população itanheense com a forma que Mildson vem administrando o município.

É importante destacar que, embora a quantidade de votos válidos tenha diminuído em comparação a 2020, a queda de Mildson é ainda mais relevante quando consideramos o contexto eleitoral mais amplo. O novo vencedor, Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), obteve 6.106 votos, um expressivo 54,59%, indicando que a polarização e a mudança de preferências estão moldando um novo cenário político em Itanhém.

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A história da família Pinheiro nas eleições locais também é marcada por uma trajetória de declínio. Em 2016, Zulma Pinheiro (MDB) foi eleita com 6.174 votos, ou 52,45%, em uma disputa acirrada contra o atual prefeito Mildson Medeiros, que recebeu 5.510 votos naquela ocasião. Em 2020, quando Zulma Pinheiro tentava se reeleger, sua votação anterior caiu consideravelmente: 3.852 votos apenas, 33,09% do total.

A queda da família Pinheiro nas eleições esse ano foi ainda mais alarmante. Magno Pinheiro (MDB), irmão de Zulma Pinheiro, em uma tentativa de continuar o legado da familia, conseguiu apenas 1.160 votos, ou 10,37%. Isso representa uma perda de 5.014 votos em relação a 2016, o que indica uma perda de apoio substancial e uma total desconexão com o eleitorado.

Já Zulma Pinheiro, ao que parece o final de sua trajetória eleitoral, conseguiu apenas 307 votos para a Câmara de Vereadores, o que revela um distanciamento gritante entre a família Pinheiro e os eleitores. Se a eleição para vereador fosse igual a de prefeito, decidida apenas pelos votos diretos, Zulma não teria sido eleita, perdendo para candidatos como Marquinhos, que teve 380 votos, e Rivelino, que obteve 340 votos. Marquinhos e Rivelino, claro, não se reelegeram.

As eleições municipais de 2024 em Itanhém deixaram claro que mudanças importantes estão em curso com a queda de Mildson Medeiros e o declínio, eu diria total, da família Pinheiro, evidenciando uma insatisfação crescente entre os eleitores.

A derrocada de Mildson Medeiros pode ser atribuída à sua falta de conexão com as exigências da política e à sua fraca liderança sobre seus comandados. Sua gestão – e sua campanha eleitoral também - foi marcada por decisões tomadas com base em orientações de pessoas sem conhecimento político adequado, como sua própria esposa e um grupo de aliados que, em vez de oferecer críticas construtivas, apenas reforçavam suas escolhas equivocadas. Esses "tapinhas nas costas" criaram um ambiente de complacência que culminou em uma administração sem rumo, resultando em sua impressionante perda de votos. A diferença de 3.782 votos entre 2020 e 2024 é um claro sinal de que a população não tolera mais essa desconexão e busca por novas lideranças que possam realmente representar seus interesses.

Por outro lado, o fracasso da família Pinheiro também é resultado de uma série de decisões equivocadas. Zulma Pinheiro, embora tenha iniciado sua trajetória política com uma vitória expressiva, deixou um legado marcado por uma gestão considerada ineficaz e distante das demandas da comunidade. A insistência em governar em família gerou um cansaço entre os eleitores, que começam a buscar alternativas fora desse círculo familiar. O resultado da candidatura de Magno Pinheiro, que conseguiu apenas 1.160 votos e foi percebido como um centralizador arrogante, reflete a aversão que muitos eleitores sentem por figuras que não demonstram a empatia e a humildade necessárias para a política.

Assim, tanto Mildson Medeiros quanto a família Pinheiro parecem não ter percebido que o eleitorado de Itanhém anseia por renovação e autenticidade. A rejeição a suas candidaturas não é apenas uma questão de números, mas uma clara mensagem de que a política local está pronta para uma mudança real, em busca de líderes que ouçam e se conectem verdadeiramente com o povo e não apenas com seus grupinhos que, disfarçados de ovelhinhas, são bezerros famintos pelo leite mais saboroso do mundo: o da prefeitura.

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