Itanhém vive um dos seus momentos mais contraditórios. Nunca entrou tanto dinheiro nos cofres da prefeitura, e nunca a cidade esteve tão abandonada. A gestão Bentivi (PSB), que em 11 meses recebeu R$ 71.404.044,68 apenas de Fundo de Participação dos Municípios (FPM), viu cair em novembro mais R$ 6.607.250,45 e deve fechar o ano com quase R$ 80 milhões somente desse fundo. Mesmo assim, basta caminhar pelas ruas para perceber que nada disso é transformado em cuidado, obras ou serviços públicos de qualidade.
Com uma arrecadação que muitas cidades do mesmo porte nem sonham, Itanhém deveria estar vivendo um ciclo de crescimento, organização e obras estruturantes. Mas a realidade é exatamente o oposto com ruas esburacadas por toda parte, bairros às escuras, lixo acumulado, escolas precisando de manutenção e unidades de saúde funcionando de forma precária.
As redes sociais estão questionando: "Como uma cidade que recebe quase R$ 80 milhões só de FPM em um ano consegue estar nesse estado?" A ausência de respostas claras e de transparência alimenta ainda mais a indignação popular. O que se vê é uma prefeitura com cofres cheios, mas com ruas vazias de obras, de ação e, sobretudo, de comprometimento.
A gestão Bentivi (PSB) já não consegue justificar o contraste gritante entre arrecadação milionária e abandono estrutural. Receitas altas deveriam resultar em melhorias visíveis, mas a população só enxerga promessas não cumpridas e prioridades que não são as do povo.
Com o fim do ano se aproximando e a confirmação de uma arrecadação histórica, cresce a cobrança para que o prefeito e sua equipe, da qual faz parte a sua mulher Lidiane Guimarães, que é secretária de Assistência Social, mostre responsabilidade, planejamento e, principalmente, resultados.
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