Na sessão da Câmara Municipal de Itanhém desta segunda-feira (28), o vereador Gelson Picoli, do Avante, mais uma vez fez jus ao mandato que vem exercendo com coragem e compromisso com o povo. Em tom firme e direto, como convém aos que representam de fato a população, Gelson lançou críticas duras à gestão do prefeito Bentivi (PSB), ironicamente chamando o gestor de "passarim sem asa".
A frase completa, dita em plenário e registrada em vídeo, diz muito mais do que parece à primeira vista: "O trem está feio. As coisas só vão melhorar o dia que esta Casa aqui arrochar esse passarim sem asa porque não vai voar pra lugar nenhum não."
Essa fala, que combina indignação com uma inteligência linguística típica do nordestino educado, mostra tanto a insatisfação popular quanto a habilidade do vereador, que já está em seu quarto mandato. E vale ressaltar que Gelson, além de político, é professor. Seu domínio da linguagem, portanto, não é coincidência, é uma ferramenta de denúncia, de mobilização e de crítica política de um resultado muito importante, que ele, por sua formação, sabe muito bem fazer uso.
Chamar o prefeito de “passarim sem asa” é mais do que uma simples provocação. É uma metáfora que revela uma realidade incontestável. Bentivi tem se mostrado, de fato, um administrador sem competência, sem planejamento e sem compromisso com a população itanheense, portanto é, verdadeiramente, um pássaro sem asas, não alça voo, não sai do lugar, não leva a cidade a lugar nenhum. Politicamente, essa fala do veredor Gelson na Câmara Municipal traduz a paralisia da atual gestão. Promessas que não saem do papel, saúde abandonada, cidade, vilas e distritos mergulhados em mato, lixo e escuridão...
A fala de Gelson é crítica, mas também é pedagógica. Ele mostra que é possível traduzir o sentimento de revolta da população em palavras simples, mas cheias de significado. “Arrochar o passarim sem asa” significa, nesse contexto, que a Câmara de Vereadores precisa agir com firmeza, cobrar, fiscalizar e, se preciso, barrar os desmandos da atual administração. A imagem do "arrocho" remete à necessidade de controle, de responsabilização. Afinal, se o prefeito não tem condições de “voar”, não deve continuar empurrando Itanhém para o abismo da negligência.
Gelson Picoli tem demonstrado que não é um vereador de gabinete. Ele anda nas ruas, ouve a população e transforma cada queixa do povo em argumento político no plenário da Câmara. É um dos poucos que não se escondem atrás de conveniências, que não medem palavras por medo de represálias. Sua atuação vai além do discurso: é presença constante nas comunidades, é questionamento firme, é cobrança sem medo de ferir sensibilidades políticas.
Quando denuncia a falta de médicos, dentistas e equipamentos nos postos de saúde, Gelson Picoli está dando voz aos moradores que não conseguem atendimento para seus filhos. Quando fala do abandono das ruas, ele está enxergando a realidade de milhares de moradores que vivem cercados de mato, entulho, cobras e muito, muito medo. Quando cobra medicamentos, está pensando nos idosos, nos usuários do CAPS e na população em geral, que voltam para casa apenas com a receita na mão.
Num cenário em que muitos vereadores preferem o silêncio da conveniência à firmeza da cobrança, Gelson Picoli tem sido, nessa legislatura, um exemplo de resistência ética e política. Sua fala além de uma crítica à gestão Bentivi, também é um chamado ao próprio Legislativo Municipal: é hora de deixar os discursos vazios, o puxassaquismo exagerado ao prefeito e seus secretários e assumir o papel de freio do Executivo, como determina a Constituição.
Neste momento em que Itanhém clama por respeito e dignidade, a atuação do vereador Gelson merece ser reconhecida e amplificada. Porque, como ele mesmo disse, "o trem está feio". E enquanto o "passarim sem asa" continuar tentando governar com desprezo pela saúde, pela infraestrutura e pela vida do povo, vereador, Gelson Picoli, a Câmara Municipal de Itanhém tem mesmo o dever moral de “arrochar”.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro
Créditos (Imagem de capa): Vereador Gelson Picoli.