O vereador por Itanhém, Sasdelli Resende, é conhecido por sua defesa apaixonada do Sistema Único de Saúde (SUS). Em suas intervenções na Câmara Municipal, ele não mede palavras ao afirmar que o SUS é a salvação do povo brasileiro. Para ele, a saúde no Brasil é cara e inacessível para a maioria, e o SUS é a garantia de que tratamentos de pequena, média e até de grande complexidade possam ser ofertados aos que mais necessitam.
Na manhã desta sexta-feira (20), precisei recorrer ao SUS. Fui à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Teixeira de Freitas devido a uma tosse persistente que se agravou em estado febril. Como de costume, fiz questão de manter a discrição. Afinal, sou igual a qualquer cidadão que busca atendimento na saúde pública. Nem minha condição de jornalista, nem a de policial militar me conferem qualquer privilégio. Nunca adotei postura que sugerisse o contrário.
Cumprimentei o recepcionista, que de forma solícita preparou meu atendimento. Ele me orientou a aguardar próximo à sala de triagem, mas, para não incomodar os demais pacientes com minha tosse intensa, embora estivesse usando máscara, decidi me afastar um pouco. Mesmo assim, ouvi quando a profissional da triagem chamou meu nome em voz alta. Ao entrar, fui recebido com cordialidade. Ela mediu minha pressão, colocou o que acredito ser um oxímetro no meu dedo e fez perguntas necessárias, como sobre alergias a medicamentos. Em seguida, me pediu que aguardasse a consulta médica.
A espera seguiu o fluxo natural do sistema: quem chegou antes foi atendido antes, e casos mais urgentes teriam prioridade, como é correto. Fui atendido pela Dra. Minleide Barbosa, que conduziu uma anamnese rápida, devido à alta demanda. Tomei uma injeção alí mesmo na UPA, por sinal muito dolorida. Mas o atendimento seguiu com exames essenciais: raio-X, teste de Covid-19 e, em cerca de duas horas e meia, saí com uma receita completa dos medicamentos necessários.
É claro que não ignoro as falhas do SUS. Elas são muitas e, em grande parte, atribuíveis à má gerência, corrupção, falta de investimentos, desorganização administrativa, e negligência política. Muitas dessas questões são agravadas nas gestões municipais, como ocorre nas UPAs espalhadas pelo país. Porém, não se pode negar que o SUS também é uma expressão de solidariedade e universalidade, atendendo a todos, sem distinção.
O que muitas vezes frustra os usuários do sistema é o foco equivocado das críticas. Culpar os profissionais de saúde por questões que fogem de sua alçada é injusto e improdutivo. Eles trabalham sob regras claras e têm limitações, incluindo os tipos de exames que podem solicitar em dado momento. Ainda assim, com todos os desafios, entregam o melhor dentro das condições disponíveis. Claro que existem maus profissionais, mas esses são exceções e não podem desmerecer o esforço da maioria.
Para encerrar esta reflexão, resgato as palavras do vereador Sasdelli Resende: o SUS é uma salvação para o povo brasileiro. Experiências como a que vivi nesta sexta-feira confirmam que, apesar das dificuldades, o sistema tem sido uma ferramenta vital para a proteção da vida. Cabe a nós reconhecer seus méritos, cobrar soluções para suas falhas e valorizar os profissionais que estão na linha de frente da saúde pública.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro