“Eu não tô aqui pra passar a mão em cabeça de secretário”. A declaração foi feita pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Itanhém, vereador Renato Correia (Avante), durante a sessão ordinária da última segunda-feira (23), em tom de desabafo e cobrança à gestão do prefeito Bentivi (PSB).
Em sua fala, o vereador criticou o que classificou como postura de alguns secretários municipais, afirmando que “secretário só gosta de ouvir elogios” e que, quando há cobrança por parte dos vereadores, a reação não é positiva.
Renato Correia ressaltou que os vereadores, assim como o prefeito e o vice-prefeito, foram eleitos pelo voto popular e possuem legitimidade para fiscalizar e cobrar ações do Executivo.
“Quem tem o poder legítimo aqui é nós vereadores, prefeito e vice-prefeito. A voz do vereador é a voz do povo”, disse.
Segundo ele, há resistência por parte de membros do primeiro escalão da atual gestão quando são feitas cobranças por telefone ou na tribuna.
“Quando elogia no microfone, todo mundo fica alegre. Mas, na hora de executar as coisas, não executa”, desabafou.
O vice-presidente também criticou a valorização de elogios públicos em detrimento da efetividade administrativa.
“Secretário gosta de tapinha nas costas. Esse ano eu fiz uma promessa; não vou elogiar secretário. A obrigação deles é trabalhar. Ganham bem para isso”, disse, mencionando o salário mensal dos titulares das pastas.
Em outro momento, Renato afirmou que a população cobra diretamente os vereadores por demandas como manutenção de ramais de estradas e limpeza urbana.
“Pedimos todo dia a mesma coisa: ramal, limpeza, rua suja. Quem sofre na rua é vereador”, pontuou.
Ele ainda declarou que, caso os secretários não estejam “andando em dias” com suas obrigações, pretende apresentar requerimentos para convocá-los ao plenário da Câmara.
“Secretário que não andar em dia, eu vou colocar toda sessão um requerimento para convocar aqui. Tem que mostrar por que veio”, afirmou.
Outros vereadores também se mostraram insatisfeitos com secretários do prefeito Bentivi.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro