Quando um presidente da Câmara de Vereadores convoca um secretário municipal para prestar esclarecimentos, como fez Paulinho Correia, do PSB, não se trata de oposição gratuita ou busca por holofotes. É, antes de tudo, o cumprimento de um dever institucional essencial para a transparência e a eficiência da gestão pública.
O caso da Secretaria de Agricultura de Itanhém, conforme relatado no requerimento, é grave: servidores supostamente descumprindo horários, ausência de atendimento aos produtores rurais e uma pasta que parece negligenciada em suas atribuições básicas. A agricultura é vital para a economia do município e para o sustento de famílias que dependem diretamente desse setor. Se há indícios de desvio de função ou má gestão, é obrigação do Legislativo investigar e exigir respostas.
A convocação do secretário Murilo Neves São Leão não é um ato de perseguição, mas um mecanismo legítimo de controle social. Vereadores têm o papel de fiscalizar o Executivo, e isso inclui questionar, ouvir autoridades e cobrar soluções quando há falhas. Se o secretário tem justificativas plausíveis, terá a oportunidade de apresentá-las. Se há problemas, é dever dele corrigi-los.
Em um cenário onde a desconfiança na política só cresce, ações como essa — desde que conduzidas com seriedade e baseadas em fatos — devem ser valorizadas. Não se combate a ineficiência com silêncio, mas com diálogo, fiscalização e responsabilidade. A Câmara de Itanhém está, portanto, fazendo o mínimo que se espera de um Legislativo atuante: zelar pelo interesse público.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro