Não sou essa fortaleza toda que meus ouvintes e leitores acham, só me agiganto quando o sofrimento de alguém passa a ser também o meu.
Na verdade, facilmente me envolvo com o sofrimento de quem está com o filho morrendo no leito de um hospital, com a família que não tem casa para morar ou está sem dinheiro para pagar o aluguel.
Não sou apaixonado por dinheiro e nunca gostei do poder. Minha maior ambição na vida é por um mundo com mais igualdade entre os humanos e respeito pelos animais.
Apesar de crítico político da família de Álvaro Pinheiro, eu oro pela saúde e pela vida dele e reconheço a qualidade administrativa de seu pai, o saudoso ex-prefeito Neco Batista.
Tenho sempre procurado ser escravo de minhas promessas, porque me envergonho de dar a palavra e não cumprir.
Desde muito cedo conheci a dificuldade da vida e, na luta diária, já vendi pipoca, algodão-doce, picolé e chup-chup.
Reconheço a força da verdadeira amizade e sei honestamente guardar do lado esquerdo do peito – com o carinho e a gratidão que Maria Pinheiro me ensinou – os poucos e bons amigos.
Admiro os que dedicam parte de seu tempo à nobre missão de socorrer quem necessita e ajudam a construir uma sociedade mais produtiva e humana, como o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, brutal e covardemente assassinados na Amazônia.
Sou fã da produção literária e da arte de Almir Zarfeg, Airan Ribeiro, Políbio José e ClauduArte Sá.
Ainda muito jovem, apesar das dificuldades financeiras, comprei a Barsa, os clássicos da literatura brasileira da Editora Ática, que até hoje conservo em minha biblioteca ao lado de Freud, Platão e Aristóteles, Mário de Andrade, Gonçalves Dias, Padre Antônio Vieira e do sociólogo Zygmunt Bauman, que uma pós-graduação em Ciências Políticas me apresentou recentemente.
Tenho licenciatura plena em Letras Vernáculas, mas a minha maior paixão na vida é o jornalismo, que foi me apresentado na década de 1990 por Athylla Borborema e Carlinho do Alerta. É através do jornalismo que, quando necessário, cumpro aqui a minha maior missão na terra, que é buscar meios de saída para quem já olhou para os quatro cantos e não sabe onde mais procurar ajuda.
Admiro Eloíno Moreira, Binas do Projeto Resgate, Dr. Osmilto Brandão e o Missionário Marcos – os quatro benfeitores de Itanhém, nessa ordem de importância. Admiro também aqueles que defendem e protegem os animais e os que, dos Estados Unidos ou da Europa, mandam um pouco do que ganham para socorrer seus conterrâneos. Sem eles e sem ajuda de alguns empresários do bem que a nossa terra produziu, o sofrimento do água-pretense que depende da ajuda do poder público, que não chega nunca, seria mais doído e duradouro.
Quem acompanha o meu trabalho sabe da sinceridade de minhas palavras. Eu já disse nos meus textos e atrás dos microfones que não gosto de políticos porque a grande maioria deles é mentirosa, desonesta, desumana e enganadora.
Eu nunca fui contra a vacina da Covid-19 e nunca acreditei em bonecos que, volta e meia, a política brasileira nos apresenta. Aqui na terra a ciência é a minha verdade e – como sabiamente nos ensinou Fernando Pessoa – “sou pelo combate, sempre e em toda parte dos três assassinos [do homem]: a ignorância, o fanatismo e a tirania”.
Por aqui vou seguindo na luta constante em defesa do que filosófico e ideologicamente acredito, sem a mínima preocupação com aquilo que pensam meia dúzia de idiotas que vivem de plantão nas esquinas da oportunidade, cujas críticas a mim são feitas em troca de um emprego temporário de prefeitura ou de um pedaço da migalha que cai do bolo da malversação e da corrupção do dinheiro do povo.
E, claro, sou vulnerável como qualquer ser humano que existe abaixo da troposfera e sou humilde para entender que, quando necessário, faço aumentar a disponibilização de serotonina no cérebro e, se tivesse qualquer anomalia na hipófise, não descontaria jamais meu mau humor em absolutamente ninguém, principalmente em quem há três anos sofre com múltiplos cálculos renais e, no desespero, já chegou a pedir a Deus que a levasse por não suportar o sofrimento.
E tenho dito.