O mais novo livro de poemas de Erivan Santana, “Balada da misericórdia na primavera” (Lura, 2022) já pode ser solicitado ao poeta pelo e-mail [email protected] ou mesmo nas redes sociais. Cada exemplar sai por R$ 28,00. O lançamento vai acontecer em setembro, mês da primavera, em Teixeira de Freitas. Em breve, divulgaremos a data.
Como já fomos premiados pelo autor com um exemplar da “Balada”, vamos comentar a obra, mas sem nenhuma pretensão de esgotar as mensagens possíveis que podem ser extraídas dela.
Pois bem, o livro é prefaciado pelo também poeta e filósofo Maurício de Novais e traz posfácio assinado pelo poeta e jornalista Almir Zarfeg, o que já diz muito sobre o material em questão. A obra está muito bem apresentada em recomendada aos leitores. Então, o que vocês estão esperando?
Eu li os 60 poemas – ou baladas, por que não? – de uma vez e, após tomar fôlego, retomei a leitura e, mais uma vez, pude apreciar a poesia moderna, ágil e intertextualizada de Erivan Santana. Pensem num poeta que, de posse da linguagem, se permite dialogar com situações e personagens da história. Muito mais que isso, Erivan consegue manter uma comunhão de alto nível com poetas – como Neruda –, com pintores – como Cézanne –, com filósofos – como Nietzsche –, a fim de tornar a sua literatura muito mais tecida, viva e enriquecida.
Com certeza, o que foi dito diz respeito ao tema tratado, à contextualização da qual o poeta toma posse para, mais que informar, contagiar, emocionar e abraçar seus leitores. Leitores de poemas, que infelizmente estão cada vez mais raros e minguados, mas que ainda existem em Água Preta, Texas e Pasárgada.
Quanto à forma, Erivan escreve leve e livremente, sem nenhum apego às rimas e muito menos à métrica. Para ele, bastam o ritmo, o gingado e a balada. Escreve poema conforme as urgências deste tempo – tempo terrível –, e dança segundo as emergências desta época – época líquida, diria Bauman –, sempre citado pelo poeta itanheense, mas teixeirense de coração.
Os poemas são quase sempre curtos, talvez por isso conquistem à primeira leitura. São sobretudo intertextuais, talvez por isso despertem a curiosidade. Portanto, prezados leitores, que vocês estão esperando? A primavera é logo ali. Boa leitura.