A diretoria da APLB Sindicato de Itanhém divulgou, neste sábado (29), uma 'nota de esclarecimento contra a desinformação', em resposta a uma matéria tendenciosa publicada pelo podecafenews.com.br – site controlado pela prefeitura, que atua como máquina para blindar o prefeito Bentivi (PSB) de suas responsabilidades, especialmente na falta de pagamento dos salários e violações de direitos dos trabalhadores em educação.
No comunicado, o sindicato afirma que o portal divulgou informações incorretas sobre as negociações entre a categoria e a prefeitura. A principal controvérsia gira em torno da proposta do governo municipal de pagar os salários de dezembro atrasados com supostas sobras do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). A APLB rejeitou a oferta, classificando-a como "insegura", já que não há garantia legal da existência desses recursos.
"Não há previsão concreta de sobras no FUNDEB que possam ser utilizadas para esse fim", destacou a entidade.
A nota também revela que o sindicato enviou "diversos ofícios à prefeitura em busca de diálogo", mas não obteve respostas satisfatórias. Além dos salários de dezembro, a APLB denuncia que a correção do terço de férias de 2024 ainda não foi realizada.
O sindicato esclarece que, embora os salários de março tenham sido pagos com o reajuste do Piso Salarial Nacional, os valores retroativos de janeiro e fevereiro seguem em atraso. A omissão comprova o histórico de desrespeito de Bentivi com os profissionais da educação e revela que os débitos da prefeitura de Itanhém não se limitam aos salários herdados da gestão anterior, de Mildson Medeiros (Avante), mas incluem também violações recorrentes de direitos sob seu próprio governo.
A APLB também rebateu críticas veladas feitas pelo site podecafenews.com.br sobre a ação judicial movida pelos professores. A entidade explica que a medida foi necessária diante dos "prejuízos e inseguranças" enfrentados pela categoria.
"A ação judicial é um grito de socorro", diz a nota, que ainda defende "um jornalismo sério e comprometido com a verdade", em contraste com o que classificam como "informações enganosas" veiculadas pelo portal ligado à prefeitura.
A APLB ainda cobrou maior fiscalização por parte da Câmara de Vereadores e de outros órgãos competentes sobre os recursos destinados à educação no município.
A gestão do prefeito Bentivi e do secretário de Educação, Sady Neto, tem sido alvo de críticas constantes por parte dos professores, que afirmam que a administração municipal não está em dia com os pagamentos.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro