Volta e meia, vê-se alguém defendendo mitos em grupos do WhatsApp em Itanhém. Essa prática, infelizmente, parece estar em ascensão nos dias atuais. É importante destacar que os mitos, por definição, são narrativas fictícias que têm como propósito explicar fenômenos naturais, culturais ou sociais, o que é o propósito deste artigo, e que muitas vezes são baseados em crenças, tradições ou superstições. O problema surge quando as pessoas optam por defender esses mitos como se fossem fatos verídicos, ignorando evidências científicas e históricas que comprovam o contrário. Lembra-se dos ignorantes que não aceitaram a vacina contra a Covid-19 e dos que até hoje veem Zulma Pinheiro como a mãe da saúde de Itanhém? Isso não apenas prejudica o avanço do conhecimento e da sociedade itanheense, mas também pode ter consequências danosas em diversas áreas.
Primeiramente, a defesa obstinada de mitos pode minar a busca pela verdade e pelo conhecimento. A ciência, por exemplo, baseia-se na observação, no método científico e na revisão constante de evidências para construir nosso entendimento sobre o mundo. Quando as pessoas preferem se apegar a mitos, ignorando as descobertas científicas, perpetuam equívocos que podem prejudicar nossa capacidade de compreender e enfrentar problemas reais.
Além disso, a defesa de mitos pode ter implicações sociais e políticas perigosas, como o município de Itanhém já experimentou. Mitos podem ser usados para justificar preconceitos, discriminação e políticas injustas. Eles podem dividir a sociedade e criar conflitos desnecessários. Pessoas que se agarram a mitos muitas vezes resistem a mudanças progressivas, o que pode retardar o avanço da sociedade em questões importantes, como direitos civis, igualdade de gênero e proteção ambiental.
A disseminação de mitos também é problemática na era da informação digital, onde notícias falsas e desinformação se espalham rapidamente. Recentemente, tivemos a informação inverídica de que a mãe de Gildeon Rosa, chefe de Gabinete do prefeito Mildson Medeiros, havia falecido, quando na verdade ela nem está passando por problemas extremos de saúde. A defesa de mitos contribui para a propagação de informações enganosas, o que pode ser prejudicial à saúde pública, à estabilidade política e à confiança nas instituições.
É importante que todos nós, itanheenses, promovamos a educação, o pensamento crítico e a valorização da busca pela verdade. Em vez de defender mitos, devemos encorajar um diálogo construtivo baseado em fatos, respeito mútuo e no compromisso com uma sociedade bem informada, justa e progressista. Combater a propagação de mitos é essencial para o desenvolvimento coletivo do município de Itanhém.
Depois desta leitura ouça "Sangue Latino", música interpretada por Ney Matogrosso e escrita por João Ricardo e Paulo Mendonça. Na letra, “Rompi tratados, traí os ritos” sugere uma ruptura com as crenças, valores ou mitos tradicionais, o que indica que o eu lírico está se distanciando ou indo contra as expectativas e tradições estabelecidas.
Depois disso, fujam dos mitos!
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro
Créditos (Imagem de capa): Foto meramente ilustrativa: Ney Matogrosso