Pode-se dizer com segurança que Luiz Marcos Vilas Boas, o Marquinhos, conduziu bem a Câmara de Vereadores de Itanhém, depois do período crítico que viveu o Legislativo durante os quatro anos de mandato da prefeita Zulma Pinheiro. Ele agiu com firmeza nos momentos que achou necessário para fazer valer sua autoridade e suas prerrogativas e soube aproveitar politicamente o momento, de forma republicana, para beneficiar o distrito do qual é o representante por quase duas décadas. É o mínimo que se espera de um líder de um poder tão importante na municipalidade, que não deixe a Casa do Povo virar bagunça e que todo o trabalho seja voltado para o desenvolvimento social e político do município.
Agora, o que esperar do mandato de Renato Correia, que começa no dia 1º de janeiro de 2023? Que ele agradeça pela “fortuna”, mas que saiba, antes de qualquer coisa ou pressão, fazer bom uso da “virtù”. Vamos, então, de modo bem rápido entender o que são “fortuna” e “virtù”, segundo a filosofia de Nicolau Maquiavel, defensor do absolutismo e de ações duras e austeras por parte de um governante quando necessário. Observe, eu disse quando necessário!
Na teoria maquiaveliana a “fortuna”, que é a sorte, o acaso, a influência das circunstâncias da eleição para a nova presidência esteve lado a lado com Renato Correia. Já a “virtù”, sem a qual não se obtém êxito no poder, é a ousadia, a coragem e a determinação nas ações que agora precisam acompanhar o futuro presidente durante seus dois anos à frente da Câmara Municipal; ou quem sabe quatro anos, uma vez que reeleito poderá perfeitamente concorrer novamente à presidência, porque tratar-se-á de uma nova legislatura.
Como nos ensina Maquiavel em sua importante obra, “O príncipe”, Renato precisa buscar pela melhor formar de agir conforme as circunstâncias para a continuidade de um Legislativo itanheense forte que, para isso, depende que ele seja um presidente responsável, comprometido e com poder de decisão e não acovardado com situação alguma.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro
Créditos (Imagem de capa): Foto O Sollo: Renato Correia