É absolutamente vergonhoso o comportamento de prefeitos que decidiram estender a paralisação em protesto contra a queda dos valores repassados pela União ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A paralização, que seria apenas na quarta-feira (30), na cidade de Itanhém segue até esta sexta (1). Entre os setores que estão fechados destaca-se postos de saúde e secretarias municipais. Não há desculpas plausíveis para tal atitude, que prejudica gravemente a população.
Em primeiro lugar, é importante enfatizar que a paralisação de serviços públicos afeta diretamente a vida das pessoas. Cidadãos que dependem dos serviços municipais para suas necessidades básicas, estão sendo prejudicados por uma decisão arbitrária e egoísta desses prefeitos que prolongaram a paralização. Eles estão demonstrando uma total falta de empatia e preocupação com o bem-estar da comunidade.
Além disso, a utilização dessa paralisação como uma desculpa para justificar a incompetência na gestão pública é simplesmente inaceitável. A redução de 7,95% do FPM neste mês de agosto pode ser um desafio, mas não é desculpa para o atraso no pagamento de fornecedores e de salários dos servidores públicos. A responsabilidade de administrar os recursos públicos de forma eficiente e transparente é o dever fundamental de qualquer gestor, e não deve ser comprometida por diferenças políticas ou problemas financeiros.
Esses prefeitos que estenderam a paralisação e usaram a redução do FPM como justificativa, estão revelando sua incapacidade de liderar de forma responsável e competente. Em vez de buscar soluções criativas para enfrentar os desafios financeiros fazem a opção de enganar a população estendendo uma paralização que seria de apenas um dia. Eles deveriam ser responsabilizados por suas ações e lembrar que foram eleitos para servir à população, não para agir de forma oportunista em busca de desculpas para sua própria incompetência. É hora de priorizar o interesse público e abandonar essa postura egoísta e prejudicial à sociedade.
Com a palavra aqueles que foram eleitos para fiscalizar os prefeitos.
Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro
Créditos (Imagem de capa): Vídeo e fotos: Júnior Ruas