Primeiro, ouça o que disse o irmão da ex-prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro, em um dos áudios que ele tem gravado em suas redes sociais ultimamente:
A hipocrisia de Magno Pinheiro ecoa como um grito ensurdecedor nas redes sociais. Seu apelo para que a população de Itanhém filme determinadas situações na cidade é tão transparentemente calculado que ofende a inteligência de qualquer pessoa minimamente atenta à realidade política do município.
Após anos de ausência, Magno e sua irmã repentinamente ressurgem das sombras, não por um desejo verdadeiro de resolver os problemas enfrentados pela comunidade, mas por uma oportunidade de ganhar espaço político em ano de eleição. Seu retorno não é motivado por um sincero interesse em melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, mas sim pelo medo de perderem o domínio que, para ser bem sincero, a família dele ainda tem na política local.
A ironia atinge níveis grotescos quando Magno Pinheiro incentiva o uso de celulares para documentar o que ele entende como mazelas da cidade, como se não fosse ele e sua família os responsáveis diretos por muitos desses problemas. Enquanto ele agora pede por vídeos que exponham possíveis sujeira e abandono das ruas na gestão atual, esquece convenientemente que durante o mandato de sua irmã, os celulares já cumpriram esse papel de maneira mais do que eficaz.
Quando sua irmã foi prefeita as câmeras dos celulares já flagraram os urubus que infestavam a cidade, carregando restos de lixo das ruas e das caçambas da prefeitura. Elas já documentaram as escolas municipais em estado precário, prestes a desabar sobre alunos e professores. As câmeras dos celulares também já testemunharam a tragédia de Dona Maria, uma idosa cuja visão foi perdida graças à burocracia e à negligência da administração municipal, que se recusou a pagar sua cirurgia. Quando a Justiça obrigou o pagamento, a mulher, que com sua família sempre foi aliada política da família de Zulma Pinheiro, já estava cega.
E o que dizer da tragédia evitável da morte do vaqueiro em Ibirajá? Um homem perdeu a vida por causa da incompetência e da falta de responsabilidade da prefeitura, que deixou valetas abertas sem sinalização adequada. O fato foi noticiado pela Globo. Essas são apenas algumas das muitas feridas infligidas à comunidade de Itanhém durante o reinado político da família Pinheiro.
Agora, com o descaramento típico de políticos oportunistas, Magno Pinheiro tenta manipular a opinião pública, buscando angariar apoio para sua irmã, que convenientemente se coloca como pré-candidata à prefeitura. Ou, talvez, tenta negociar seu apoio com outros pré-candidatos, como se os problemas da cidade fossem meros peões em seu jogo de interesses políticos.
É uma afronta à dignidade dos cidadãos de Itanhém ver Magno Pinheiro tentando posar como um defensor dos interesses do povo. Sua tentativa desesperada de reconquistar o apoio popular é um insulto à memória daqueles que sofreram sob o jugo de uma administração vergonhosa e negligente. Mas, comunidade de Itanhém, com certeza, saberá discernir entre as palavras vazias de um oportunista e a necessidade real de lutar por melhores dias para a nossa amada terra de Água Preta.


Fonte/Créditos: Por Edelvânio Pinheiro