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Quarta-feira, 21 de Janeiro 2026
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Bentivi se encaixa no arquétipo do aquariano frio, teimoso e com rebeldia disfarçada de articulação

Esse texto foi pensado e escrito não para julgar a pessoa, mas para interpretar, à luz da linguagem, da cultura e da política, o modo como o prefeito Bentivi age, decide, se comunica (ou se omite) e se relaciona com aliados e adversários.

Bentivi se encaixa no arquétipo do aquariano frio, teimoso e com rebeldia disfarçada de articulação
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Há dias venho escrevendo um texto sobre o prefeito Bentivi, que busquei fundamentar em sua postura política e administrativa ao longo de suas três gestões, sem invadir sua vida pessoal. A abordagem escolhida foi a de um artigo analítico de caráter opinativo, com linguagem ensaística e argumentativa, voltado à interpretação de comportamentos políticos com base em símbolos culturais, neste caso, os traços associados ao signo de Aquário, sob o qual Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi, nasceu em 17 de fevereiro de 1969. Embora a astrologia não seja uma ciência exata, ela oferece elementos simbólicos úteis para pensar padrões de conduta, sobretudo quando tais padrões se repetem com consistência ao longo do tempo.

Como licenciado em Letras Vernáculas pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), bacharel em Jornalismo pela Universidade Católica (UCA) e pós-graduado em Ciências Políticas, desenvolvi - por formação e vivência - o hábito de examinar criticamente discursos, atitudes e estruturas de poder, articulando linguagem, contexto histórico e responsabilidade social. Esse foi o caminho que escolhi para mim desde os primeiros anos de formação acadêmica, quando me sentei nos bancos das universidades decidido a ler o mundo com profundidade, com os olhos da linguagem, da política e da responsabilidade social.

Durante os anos de estudo e atuação profissional, aprendi que as palavras dizem tanto quanto os silêncios e que a análise de uma figura pública exige mais do que juízo; exige leitura. É nessa perspectiva que este texto começou a ser escrito no mês de junho, quando meus conterrâneos itanheenses eram chamados, pelo carro de som do sobrinho do prefeito - pago com o dinheiro do povo -, a beber e dançar forró para, como na antiga Roma, esquecer os problemas que afetavam sua gente. Na Roma Antiga, os imperadores, diante das frequentes crises sociais, políticas e econômicas que ameaçavam a estabilidade do Império, adotavam uma estratégia que ficou conhecida como "pão e circo". Essa tática consistia em oferecer à população gratuitamente alimento e entretenimento que incluía espetáculos grandiosos como corridas de bigas, combates de gladiadores e diversas festas públicas, com o objetivo de distrair o povo e evitar que ele questionasse a autoridade e as falhas do governo. A ideia era manter a população emocionalmente anestesiada, saciando momentaneamente suas necessidades básicas e desejos de diversão, para que não se mobilizasse contra as injustiças, a corrupção ou a miséria que permeavam a sociedade. Dessa forma, o poder se garantia ao comprar, ainda que simbolicamente, a complacência e o silêncio das massas. Ao associar essa prática milenar à realidade atual de Itanhém, não é exagero afirmar que, enquanto o forró tocava e a cerveja gelava, problemas graves persistiam sem resposta, revelando uma desconcertante repetição histórica em que distração e festa servem para encobrir o abandono e a negligência dos governantes para com seu povo.

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Esse texto foi pensado e escrito não para julgar a pessoa, mas para interpretar, à luz da linguagem, da cultura e da política, o modo como o prefeito Bentivi age, decide, se comunica (ou se omite) e se relaciona com aliados e adversários dentro da esfera pública. É uma tentativa de lançar luz sobre as marcas subjetivas que moldam a atuação de um agente político, articulando fatos concretos, atitudes reiteradas e elementos simbólicos que ajudam a construir o perfil de um gestor que, apesar de experiente e articulado, carrega contradições profundas em sua forma de governar.

Ao olharmos para as atitudes de Bentivi ao longo das três gestões à frente do Executivo municipal, e também como ex-vereador por dois mandatos, encontramos na astrologia uma lente que ajuda a explicar, ainda que simbolicamente, sua frieza política, seu egoísmo estratégico e sua dificuldade em construir um legado coletivo.

Bancário aposentado, Bentivi já demonstrou ser um articulador eficiente, habilidade essa que se encaixa bem no perfil aquariano, marcado pela inteligência, racionalidade e capacidade estratégica. Aquarianos tendem a pensar de forma inovadora, planejando seus movimentos com cuidado, o que pode ser uma grande vantagem no ambiente político. Entretanto, essa aptidão para a articulação não se traduziu em resultados concretos na construção de um legado político sólido ou em alianças duradouras. Durante suas duas primeiras gestões como prefeito, Bentivi contou com o apoio quase unânime das principais lideranças do município, inclusive com o respaldo de um dos mais influentes líderes políticos, Gedeon Botelho. Mesmo assim, ao final desses mandatos, saiu do poder sem deixar sucessores políticos que pudessem dar continuidade ao seu projeto ou fortalecer seu grupo. Esse vácuo de liderança, gerado pela falta de preparação de uma nova geração política, enfraqueceu seu campo de atuação e abriu espaço para a oposição, que na época era representada por Zulma Pinheiro, hoje vereadora pelo MDB. Zulma conseguiu capitalizar esse ambiente de desarticulação e foi eleita prefeita logo após a saída de Bentivi, rompendo com o domínio político que ele poderia ter mantido ou ampliado. Essa ausência de um processo de sucessão política demonstra uma grande falha estratégica, e aponta para a possível dificuldade de Bentivi em investir em lideranças coletivas, preferindo manter o controle centralizado, característica que pode ser associada à resistência aquariana à construção coletiva e à autonomia dos outros. Na verdade, sua capacidade de articulação mostrou-se limitada quando precisava ir além do curto prazo e pensar no futuro político de seu grupo e do município.

Essa atitude revela um traço profundo do lado sombrio dos aquarianos. Eles têm dificuldades em trabalhar coletivamente quando isso exige abrir mão do controle pessoal; foi assim, inclusive, com o ex-prefeito Mildson Medeiros, que também é aquariano. São conhecidos por prezarem sua independência intelectual e emocional, o que pode ser positivo em muitos contextos. Mas, no caso de Bentivi, essa independência transborda, muitas vezes, em isolamento político, manifestando-se numa postura de autossuficiência que o impede de construir alianças sólidas e duradouras. A consequência direta disso foi a desorganização do próprio grupo político que o sustentava durante seus dois primeiros mandatos.

Outro traço negativo associado ao signo de Aquário, e que se encaixa com precisão na atuação de Bentivi, é a teimosia e a resistência às críticas. Em vez de acolher contribuições ou ajustar rotas diante de erros administrativos, o prefeito costuma se fechar ainda mais, adotando um tom de superioridade técnica e emocional que afasta aliados e o isola do povo. Suas decisões são tomadas em um círculo estreito e, muitas vezes, sem considerar os impactos humanos de cada escolha. Essa frieza política, aliada à falta de empatia institucional, prejudica diretamente setores sensíveis do município, como saúde, educação e assistência social.

É curioso obervar que, mesmo diante de episódios graves de comoção pública, como o caso trágico da morte do menino Flávio Ramon por eletrocussão dentro da Escola Municipal São Bernardo, durante sua segunda gestão, Bentivi manteve uma postura técnica, distante, quase apática. A dor da população não encontrou no gestor municipal um porto de acolhimento, mas sim o silêncio ou respostas burocráticas. Muitos anos já se passaram e, até hoje, a mãe de Flávio cobra justiça e faz lamentações dolorosas nas redes sociais, lembrando permanentemente a ausência de sensibilidade e responsabilidade da gestão. Essa dificuldade aquariana de expressar emoções é um traço marcante da personalidade desse signo. No caso de Bentivi, tornou-se uma limitação administrativa grave, que afeta diretamente a percepção popular sobre sua humanidade e compromisso social.

Outro aspecto que vale destacar é a rebeldia típica do signo de Aquário, que, em Bentivi, se manifesta de forma paradoxal. Ele resiste a mudanças que não partam de si próprio. Enquanto gosta de parecer moderno, racional e até mesmo "visionário", suas gestões são marcadas por práticas antiquadas, decisões centralizadoras e ausência de inovação real. Trata-se de um rebelde contra os outros, mas conservador consigo mesmo. Suas ideias se fecham em torno de sua própria lógica, o que limita enormemente a oxigenação da gestão pública.

E, como não poderia faltar, há também o uso constante do sarcasmo como ferramenta de defesa. Quando confrontado, Bentivi não raro adota um tom cínico ou irônico, evitando o enfrentamento direto das críticas com argumentos sólidos ou empatia. Essa característica típica dos aquarianos mal resolvidos mina a relação com a imprensa, com a oposição e, sobretudo, com o povo, que não encontra no líder municipal um exemplo de escuta ativa ou respeito pelas críticas.

Ao observar esse conjunto de atitudes e comportamentos, é impossível não perceber o quanto Bentivi parece ter governado sempre para si mesmo, seus familiares e amiguinhos ricos; mas nunca para o coletivo. Mesmo com boa articulação e trânsito político, ele não demonstrou capacidade de formar um grupo coeso, como fez Sady Teixeira e Gedeon Botelho, por exemplo, e não demonstrou também capacidade de preparar o futuro político de seu município. A política, para Bentivi, parece ser um exercício de sobrevivência pessoal e não uma transformação coletiva, como tentam mostrar seus discursos bonitos.

A astrologia pode até não ser uma ciência, mas oferece pistas simbólicas importantes para compreendermos quem, de fato, está preocupado com o próprio umbigo e quem está verdadeiramente comprometido com o povo. E, no caso de Bentivi, o arquétipo do aquariano desconectado das emoções, frio nas relações, teimoso nas decisões e resistente à construção coletiva serve como um retrato fiel da figura política que ele representa. Um prefeito de muitos mandatos, mas de pouco legado. Um político que, como tantos aquarianos mal resolvidos, se isolou dentro da própria razão, esquecendo que a política, antes de tudo, é feita de gente, sentimento e compromisso com o bem comum.

 

Fonte/Créditos: Artigo de Edelvânio Pinheiro

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